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Ler matéria →O que se sabe sobre o plano de ataque à Casa Branca durante evento do UFC

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- Author, Ana Faguy
- Role, Da BBC News em Washington
- Published Há 2 horas
- Tempo de leitura: 5 min
O FBI impediu um plano que tinha como alvo o evento do UFC realizado no último domingo (14/06), na Casa Branca, e prendeu cinco homens, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos na terça-feira (16/06).
Leia no AINotícia: FBI frustra plano de ataque com drones explosivos contra evento do UFC na Casa
Segundo os promotores, parte do plano envolvia atacar prédios próximos com drones carregados de explosivos e disparar contra "alvos de alto valor".
Um dos suspeitos foi preso na semana passada em Ohio, onde investigadores analisaram mensagens criptografadas envolvendo outros supostos conspiradores. De acordo com documentos judiciais, eles teriam manifestado "sentimentos ultrarreligiosos e antigovernamentais".
"As supostas ações planejadas foram completamente neutralizadas", escreveu o diretor do FBI, Kash Patel, nas redes sociais ao comentar a "operação em múltiplos Estados". Leia também: 'Surreal': casal britânico em iate descreve susto com tiros de advertência
Os suspeitos foram identificados como Tycen C. Proper, de 19 anos, preso em Ohio; Bryan Omar Roa, de 24 anos; Michael Alan Thomas, de 32 anos, ambos da Califórnia; Daniel K. Eskridge, de 32 anos, do Missouri; e Abraham Hermosillo Alvarez, de 31 anos, de Nebraska.
Eles foram presos em quatro Estados diferentes e todos foram acusados de conspiração para cometer homicídio, segundo o Departamento de Justiça (DOJ).
De acordo com os documentos do tribunal, o grupo pretendia usar drones para provocar pânico e direcionar a multidão em fuga para áreas onde atiradores de elite estariam posicionados.
Em seguida, uma "segunda onda" de agressores deveria avançar contra os portões da Casa Branca.

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Estima-se que cerca de 4.300 pessoas participaram do evento exclusivo para convidados realizado no gramado sul da Casa Branca, enquanto outras 85 mil acompanharam as lutas nas proximidades da região. Leia também: Por que Irã 'vende' acordo com EUA como uma vitória
Documentos relacionados a Alvarez indicam que o grupo teria considerado como possíveis alvos o presidente dos EUA, Donald Trump, o vice-presidente J.D. Vance, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, o empresário Elon Musk e diversos políticos eleitos— embora nem todos estivessem presentes no evento.
A investigação começou após a mãe de Proper procurar as autoridades locais em 10 de junho, poucos dias antes do evento. Ela demonstrou preocupação com as compras de armas de grande porte feitas pelo filho e com suas comunicações online com um grupo que se apresentava como formado por ex-militares e pessoas de orientação cristã.
Segundo os promotores, o grupo pretendia "dar início" a uma revolução ao atacar "alvos de alto valor", definidos como políticos e pessoas ricas presentes no evento do UFC.
Um documento do FBI afirma que integrantes do grupo diziam querer "proteger os Estados Unidos", acreditando que o país estava seguindo na direção errada.
"Os membros acreditavam que os Estados Unidos precisavam ser destruídos para que pudessem ser reconstruídos", afirma o documento.

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