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O Partido Republicanos decidiu bancar a candidatura de Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais depois de semanas de negociações, retrocessos e desistências, dos dois lados do cabo de guerra.
O recuo do partido, e definição pela candidatura do senador ao governo, ocorreu quando parte das alianças que dependiam dessa definição já havia seguido outros caminhos e Cleitinho continuava liderando as pesquisas estaduais.
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Como foi o caso do PL, de Flávio Bolsonaro, que decidiu manter Flávio Roscoe como candidato ao governo de Minas Gerais, mesmo depois de o Republicanos recuar na desistência de ter um candidato próprio.
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Em nota, a direção nacional afirmou que o senador reconheceu os erros cometidos durante as negociações, pediu desculpas ao partido, aos eleitores e às forças envolvidas na construção da candidatura e assumiu o compromisso de permanecer na disputa até o fim.
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Também pesaram os números eleitorais. Segundo o Republicanos, foram considerados o desempenho de Cleitinho nas pesquisas e as manifestações favoráveis à candidatura vindas de setores da sociedade mineira. Leia também: Presidente da Voepass diz que não sabia de falhas que antecederam acidente
A solução encontrada ainda inclui uma condição financeira: Cleitinho não utilizará recursos do fundo eleitoral do Republicanos na campanha.
A decisão recupera uma candidatura que chegou a ser descartada formalmente pela própria legenda. Na Genial/Quaest divulgada em 28 de julho, Cleitinho tinha 35% das intenções de voto no cenário mais amplo de primeiro turno e aparecia na liderança também nas simulações de segundo turno.
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Alexandre Kalil (PDT) registrava 12%, Patrus Ananias (PT), 10%, e o governador Mateus Simões (PSD), 6%. Flávio Roscoe (PL), que seria lançado posteriormente pelo partido, tinha 2% no levantamento.
A força eleitoral de Cleitinho acabou sobrevivendo ao desgaste provocado pela própria indefinição do senador.
Uma candidatura que demorou a existir
O Republicanos esperava resolver a situação até a convenção estadual de 26 de julho. Cleitinho não participou do encontro, poucos dias depois da morte de um irmão, e a candidatura permaneceu sem confirmação. Mais de economia
Na semana seguinte, o senador publicou um vídeo dizendo que “aceita a missão”. Aliados interpretaram a mensagem como uma decisão de concorrer, mas a manifestação não encerrou a resistência dentro do partido.
As executivas estadual e nacional chegaram a considerar encerrada a possibilidade de candidatura. Naquele momento, o Republicanos afirmava que Cleitinho não havia assumido de forma suficientemente clara a responsabilidade de liderar o projeto eleitoral.
A volta dos que não foram
No dia seguinte, mudou de posição. Durante a convenção nacional do Republicanos, Cleitinho pediu publicamente a Marcos Pereira autorização para concorrer. Leia também: 'Collor foi o melhor chefe que eu já tive', diz Dorothea Werneck, 1ª e única
“Eu quero ser candidato a governador e eu peço humildemente ao presidente que me dê essa vaga. Eu não vou decepcionar o partido”, afirmou.
O senador disse que estava em um momento de vulnerabilidade quando desistiu e acrescentou: “Quem que nunca foi e voltou? Quem que nunca teve equívoco? Quem que nunca errou que levante a mão, por favor?”
Pereira recusou o pedido naquele momento e afirmou que a decisão estava tomada. Também criticou a instabilidade em torno da candidatura.
O partido começou então a trabalhar em outra direção. Marcelo Aro (PP), ex-secretário estadual de Governo, passou a ser discutido como possível candidato de uma aliança que poderia envolver Republicanos e PL.
Enquanto Cleitinho dava sinais públicos de que pretendia concorrer, Aro participou em Brasília de uma reunião com Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial do PL. O presidente estadual do PL, Zé Vitor, também esteve no encontro, e a direção nacional do Republicanos participou de parte da conversa por telefone.
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Marina Verenicz
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