← Mundo
Mundo

O que Jorge Messias pensa sobre STF, big techs e tamanho do Estado

O que Jorge Messias pensa sobre STF, big techs e tamanho do Estado Crédito, Getty Images Article Information Author, Luiz Fernando Toledo Role, Da BBC News Brasil em

O que Jorge Messias pensa sobre STF, big techs e tamanho do Estado
O que Jorge Messias pensa sobre STF, big techs e tamanho do Estado
Jorge Messias de perfil.

Crédito, Getty Images

Article Information
    • Author, Luiz Fernando Toledo
    • Role, Da BBC News Brasil em Londres
  • 28 abril 2026, 15:40 -03
    Atualizado Há 3 horas
  • Tempo de leitura: 8 min

O advogado-geral da União, Jorge Messias, passará por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (29/4), como parte do processo para assumir uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Leia no AINotícia: Rei Charles III visita EUA e defende Otan em discurso no Congresso

Messias foi indicado em novembro do ano pasado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ocupar a vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que se aposentou em outubro.

A Constituição prevê que os ministros do STF podem ser nomeados pelo presidente da República após a aprovação do Senado. A indicação de Messias conta com relatório favorável apresentado pelo senador Weverton (PDT-MA).

Se aprovado na CCJ, o nome segue para votação no plenário, onde Messias precisará obter a maioria absoltua dos votos. Leia também: Segurança Presidencial em Debate: Tiroteio em Jantar de Trump Gera Reunião na Casa Branca

Além de já ter ocupado diferentes cargos em governos petistas, como o de subchefe para assuntos jurídicos da Presidência no governo de Dilma Rousseff, sua produção acadêmica recente também defende uma versão da história em consonância com a esquerda.

Messias defendeu no ano passado, em sua tese de doutorado em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional, pela Universidade de Brasília (UnB), a ideia de que o Brasil passou por um período de "ultraliberalismo" do ex-presidente Jair Bolsonaro e avalia que há, agora, "possibilidades de reconstrução ensejadas" com a volta de Lula ao poder.

Também repercutiu críticas à própria Corte sobre o partido, embora reconheça a importância da instituição.

Afirmou que "multiplicaram-se críticas da esquerda sobre o conservadorismo e autoritarismo do Judiciário e do STF, que estariam atuando de maneira partidarizada em detrimento dos interesses do Partido dos Trabalhadores e dos próprios trabalhadores e movimentos sociais" (veja abaixo mais detalhes).

Há ainda críticas explícitas ao que chama de monopólio das empresas que operam as redes sociais. Mais de mundo

A leitura do trabalho pode dar pistas de como Messias poderá se posicionar em assuntos de interesse da Corte.

O que escreveu Jorge Messias sobre Lula, Bolsonaro, PT e o STF

Jorge Messias ao lado de Lula que usa faixa presidencial

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, Chefe da AGU no governo Lula, Messias também havia ocupado posição no governo de Dilma Rousseff

Messias apresentou no ano passado sua tese de doutorado na UnB. O trabalho é centrado no papel da instituição por ele dirigida, a Advocacia-Geral da União (AGU). O título do trabalho é "O Centro do Governo e a AGU: estratégias de desenvolvimento do Brasil na sociedade de risco global." Leia também: Fim da escala 6X1: Câmara instala comissão decisiva e relator define prazo para votar

Evangélico, ele começa o trabalho com um agradecimento religioso: "Em primeiro lugar, expresso minha mais profunda gratidão a Deus, cuja presença constante em minha vida me concede a força e a coragem necessárias para enfrentar os desafios diários, culminando na conclusão deste projeto".

Messias diz que a tese tenta responder à pergunta de como o núcleo do governo e a Advocacia-Geral da União "podem contribuir para a implementação de uma estratégia de desenvolvimento moderna, centrada não apenas na convergência econômica, mas também no enfrentamento e adaptação aos riscos globais".

No trabalho, o conceito de "risco global" se refere a ameaças compartilhadas por todos os países, como mudanças climáticas, pandemias, crises financeiras, guerras e desigualdade tecnológica. Citando autores como o sociólogo Ulrich Beck, Messias defende a necessidade de um Estado forte, capaz de responder a esses desafios.

Em uma passagem autobiográfica, ele afirma que o período entre 2003 e 2016, durante os governos de Lula e Dilma Rousseff, "foi um tempo de planos generosos", mas cuja "fantasia logo seria desfeita".

Messias escreve que "a necessidade de refletir sobre a dolorosa derrota daquele projeto político" o motivou a retornar à academia.

O que ele pensa sobre o STF?

Críticas às big techs e redes sociais

O 'ultraliberalismo' de 2016 a 2022

Luís Roberto Barroso.
Legenda da foto, Se tiver o nome aprovado no Senado, Messias assume a vaga deixada pelo ministro Barroso, que anunciou sua saída antecipada da Corte

Indicado ao STF pode defender interesses do governo na Corte?

Leia também