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Ler matéria →O que Flávio prometeu a Trump caso seja eleito sobre Pix, Mercosul e redes sociais

Crédito, Reprodução Instagram/Eduardo Bolsonaro
- Author, Mariana Schreiber
- Role, Da BBC News Brasil em Brasília
- Published 2 julho 2026Atualizado Há 2 horas
- Tempo de leitura: 9 min
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do PL ao Palácio do Planalto, apresentou ao governo dos Estados Unidos, nesta quinta-feira (2/7), uma manifestação tentando convencer a gestão do presidente Donald Trump a aguardar as eleições brasileiras de outubro antes de decidir se impõe novas tarifas contra produtos importados do Brasil. Na carta, ele pede que a possível punição seja suspensa por ao menos 180 dias.
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No documento, ele argumenta que um novo tarifaço acabaria fortalecendo a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem classificado as retaliações americanas como ataques à soberania nacional.
Flávio promete, caso eleito, "nomear imediatamente um negociador para conduzir as negociações de boa-fé" e indica ações do seu governo para resolver as acusações de comércio desleal contra o Brasil.
Entre as medidas prometidas estão não conectar o PIX a meios de pagamento instantâneos internacionais não ocidentais, desonerar o setor de cartões de crédito (beneficiando grandes empresas americanas) e buscar acordos bilaterais de comércio com os EUA, libertando o Brasil das "amarras do Mercosul". Leia também: O voo da tragédia: os 146 deportados pelos EUA no dia dos terremotos
Ele também diz que, caso a atual oposição ganhe mais cadeiras no Senado em outubro, será possível cassar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que têm tomado decisões contra plataformas americanas de redes sociais, uma das questões que irritam a gestão Trump— e que o campo bolsonarista chama de censura.
A manifestação de Flávio Bolsonaro foi enviada ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), órgão que iniciou uma investigação comercial contra o Brasil em julho passado, após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) articular junto à Casa Branca retaliações ao país para tentar evitar a condenação do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pelo STF— ele acabou condenado em setembro por tentativa de Golpe de Estado.
A investigação foi concluída no início de junho, recomendando tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros, com o argumento de que certas práticas do governo brasileiro são "irrazoáveis" e "oneram ou restringem o comércio dos EUA".
Depois disso, foi aberto prazo até 1º de julho para que partes interessadas se manifestassem sobre o tema, contexto em que Flávio Bolsonaro enviou suas considerações. Ele também está inscrito para participar de uma audiência pública nos EUA no dia 6 de julho.
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Já o governo Lula contesta as acusações dos EUA contra o Brasil e tem feito rodadas de negociações com autoridades americanas para tentar convencer a Casa Branca a não impor as novas tarifas.
Além disso, também enviou uma manifestação a USTR, assinada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, argumentando que "amplas tarifas sobre produtos brasileiros imporiam custos reais à economia dos EUA". Leia também: Casamento de Taylor Swift: tudo sobre a provável cerimônia em NY
As supostas práticas brasileiras condenadas na investigação americana incluem o PIX, visto como um concorrente desleal a outros meios de pagamento, e tarifas de importação mais benéficas para outros países com os quais o Brasil tem acordos, como México e Índia.
A investigação apontou ainda como problemáticas supostas falhas no combate à corrupção e à proteção da propriedade intelectual no país, assim como a atuação do Judiciário brasileiro no controle de plataformas digitais.
Entenda a seguir o que Flávio prometeu ao governo Trump em quatro pontos.

Crédito, Reuters
Pix: o que dizem os EUA e o que promete Flávio
A gestão Trump diz que o governo brasileiro "tem prejudicado injustamente as empresas americanas" ao favorecer o Pix e acusa o Banco Central brasileiro de exercer papel duplo "como regulador e proprietário/operador" do meio de pagamento instantâneo.

Flávio e EUA contra supostas interferências nas redes socias

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