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O que explica os ventos de 100 km/h que causaram mortes, destruição e apagões

Crédito, Prefeitura de Santos Legenda da foto, Uma pessoa morreu em Santos após queda de uma árvore na tarde desta quarta Article Information Author, Iara Diniz Role, Da

O que explica os ventos de 100 km/h que causaram mortes, destruição e apagões
Árvore caída em uma rua de Santos

Crédito, Prefeitura de Santos

Legenda da foto, Uma pessoa morreu em Santos após queda de uma árvore na tarde desta quarta
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    • Author, Iara Diniz
    • Role, Da BBC News Brasil em São Paulo
  • Published Há 1 hora
  • Tempo de leitura: 5 min

As fortes rajadas de vento que ultrapassaram os 100 km/h e atingiram as regiões Sul e Sudeste do Brasil nesta quarta-feira (29/7) deixaram um rastro de mortes e destruição em diversas cidades, com quedas de árvores, apagões e interrupções em serviços essenciais.

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Três pessoas morreram em São Paulo e duas no Rio de Janeiro em ocorrências relacionadas à ventania.

Segundo a Climatempo, a ventania foi consequência do impacto da passagem de uma frente fria— já prevista pelos meteorologistas. O sistema avançou pelo país trazendo uma mudança rápida nas condições atmosféricas e afetando principalmente áreas do Sul e Sudeste.

"O intenso contraste térmico entre o ar muito quente e seco que predominava, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro, com o ar frio e úmido trazido pela frente fria acelerou o ar causando ventos muito fortes", destacou a meteorologista Josélia Pegorim. Leia também: Mercurocromo: o remédio tóxico que quase todo mundo usava para machucados

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas em parte do Sudeste. Na cidade do Rio de Janeiro, a temperatura chegou a 35,8°C durante a tarde, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, em um dos dias mais quentes registrados para julho desde 2007.

No litoral paulista, o calor também foi intenso. No Guarujá, a temperatura chegou a 34°C, e, em Santos, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo registrou 35,2°C.

Segundo Pegorim, a tendência é de redução gradual da intensidade das rajadas à medida que as massas de ar se equilibram.

"Uma vez atenuado o contraste térmico, a velocidade do vento vai diminuindo", destacou.

"Não teremos mais o impacto acentuado de ar muito quente com ar frio e, desta forma, não teremos mais as condições para aceleração do ar." Mais de mundo

Voos suspensos e fechamento da Ponte Rio-Niterói

Ponte Rio-Niterói

Crédito, Getty Images

Legenda da foto, A Ponte Rio-Niterói chegou a ser fechada durante os períodos mais intensos dos ventos

No Rio de Janeiro, a ventania chegou a aproximadamente 100 km/h na capital e na Região Metropolitana. No Galeão, foram registrados ventos de 105 km/h durante a tarde.

A força das rajadas provocou interrupções no fornecimento de energia em bairros da cidade, afetou o funcionamento de trens e metrôs e levou ao fechamento temporário da Ponte Rio-Niterói. Leia também: TOC de relacionamento: 'Não saía de casa por medo de trair meu namorado'

O Aeroporto Santos Dumont suspendeu pousos e decolagens durante o período de maior intensidade das rajadas.

Duas pessoas morreram após a queda de um muro em Santa Teresa, na região central do Rio, segundo o Corpo de Bombeiros.

Até o início da noite desta quarta-feira, os bombeiros haviam sido acionados para 185 ocorrências relacionadas ao fenômeno, incluindo:

  • 93 cortes de árvores;
  • 31 salvamentos de pessoas;
  • 5 desabamentos relacionados à ventania.

Três mortes e ventos acima de 120 km/h em SP

Imagem de estrutura no chão
Legenda da foto, São Sebastião, no litoral de São Paulo, foi atingida pelas fortes rajadas de vento. Uma pessoa morreu.

Tornado no Rio Grande do Sul

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