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Crédito, Getty Images
- Author, Alessandra Corrêa
- Role, De Washington para a BBC News Brasil
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 5 min
Representantes do setor privado do Brasil e dos Estados Unidos estão em Washington nesta semana para apresentar seus argumentos contra ou a favor da imposição de tarifas de 25% a produtos brasileiros.
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As manifestações fazem parte de dois dias de audiências públicas, iniciadas na segunda-feira (6/7), no âmbito de uma investigação aberta pelos EUA em julho do ano passado para apurar supostas práticas comerciais desleais adotadas pelo Brasil.
O governo brasileiro nega essas alegações e está envolvido em negociações bilaterais com o governo Donald Trump em busca de um acordo. Uma decisão final é aguardada para 15 de julho.
Nesta terça (7/7), último dia de audiências, é esperada a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e pré-candidato à Presidência, que deverá se pronunciar contra as tarifas. Leia também: Como a calcinha rosa de uma tenista brasileira escandalizou Wimbledon em 1962
A possibilidade de novas tarifas foi anunciada pelos EUA no início de junho, poucos dias após visita do senador à Casa Branca.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição em outubro, vêm tentando associar o candidato bolsonarista ao risco de sanções contra o Brasil.
Em declarações na semana passada e nas redes sociais, Flávio Bolsonaro disse que iria aos EUA para "defender o Pix", um dos alvos da investigação. O senador apresentou ao governo dos EUA uma manifestação tentando convencer a gestão Trump a aguardar as eleições brasileiras de outubro antes de decidir sobre as tarifas. Na carta, Flávio pede que a possível punição seja suspensa por ao menos 180 dias.
O senador também enviou um documento ao governo dos EUA no qual afirma que a tarifa de 25% daria uma "vitória polítca" ao governo Lula.
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Na segunda-feira, em uma série de painéis ao longo do dia, quase 40 representantes da sociedade civil, produtores e empresários do Brasil e dos EUA se manifestaram.
Representntes brasileiros de setores como arroz, café solúvel, mel e outros argumentaram contra as tarifas e defenderam a inclusão de produtos na lista de exceções. Leia também: Os adolescentes que ensaiavam para formatura quando ocorreram os terremotos
Do lado americano, vários participantes declararam apoio às tarifas, entre eles representantes do setor de etanol e de pecuária.
Anne Mckinney, da Câmara de Comércio dos EUA, alegou que as tarifas podem ter "consequências imprevistas" para a economia americana e defendeu diálogo bilateral.
O diretor-executivo da coalizão norte-americana de pequenas empresas We Pay the Tariffs ("Nós Pagamos as Tarifas", em tradução livre), Dan Anthony, alertou para o possível impacto das tarifas sobre os pequenos empresários dos EUA.
"O custo (das tarifas) recai com mais força sobre os americanos", disse Anthony.
Ao defender o Pix, a representante da organização americana de defesa do consumidor Public Citizen, Melinda St. Louis, lembrou que é uma infraestrutura pública digital, e não uma empresa privada, e salientou seu objetivo de aumentar a inclusão financeira.


