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O que aconteceu no México, na Colômbia e na Venezuela após organizações serem

O que aconteceu no México, na Colômbia e na Venezuela após organizações serem classificadas como terroristas pelos EUA Crédito, AFP via Getty Images Legenda da foto

O que aconteceu no México, na Colômbia e na Venezuela após  organizações serem
O que aconteceu no México, na Colômbia e na Venezuela após organizações serem classificadas como terroristas pelos EUA
Donald Trump na Casa Branca

Crédito, AFP via Getty Images

Legenda da foto, Grupos designados terroristas foram incluídos na lista do Tesouro americano, que aplica sanções econômicas e comerciais, e seus bens nos EUA foram bloqueados
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    • Author, Julia Braun
    • Role, Da BBC News Brasil em Londres
  • Published Há 42 minutos
  • Tempo de leitura: 14 min

A designação pelos Estados Unidos do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas entrou em vigor oficialmente nesta sexta-feira (05/06).

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A decisão confere às facções brasileiras o mesmo status jurídico de grupos que são alvo, há mais de um ano, de duras intervenções de Washington na América Latina, como os cartéis de Sinaloa e Jalisco Nova Geração, no México, o Trem de Arágua, na Venezuela, e o Clã do Golfo, na Colômbia.

Segundo especialistas consultados pela BBC News Brasil, com exceção do caso venezuelano, a designação como terrorista não levou, pelo menos até o momento, ao enfraquecimento dessas organizações ou a uma diminuição da criminalidade.

Mas a classificação significou, em alguns casos, penas mais duras para criminosos capturados e extraditados para os Estados Unidos e, principalmente, sanções econômicas específicas e um monitoramento muito mais rigoroso das transações financeiras dos grupos nos EUA e com empresas que possuem laços em território americano. Leia também: Mundo: Destaques da Semana com Detenção de CEO e Curiosidades Animais

No México, onde seis facções criminosas receberam a designação em fevereiro de 2025, a pressão diplomática sobre o governo da presidente Claudia Sheinbaum vem se intensificando nos últimos meses, com o indiciamento de dez oficiais do governo do Estado de Sinaloa, incluindo o próprio governador, Rubén Rocha Moya, por supostos vínculos com o poderoso Cartel de Sinaloa.

O governo Sheinbaum denunciou ainda uma suposta operação não autorizada da CIA, o serviço de inteligência americano, em solo mexicano. Segundo o governo, dois oficiais que estariam investigando laboratórios de drogas no norte do país foram identificados após morrerem em um acidente de carro.

Já na Venezuela, a pressão sobre o crime organizado chegou ao seu auge na invasão armada com a captura do então presidente, Nicolás Maduro, em janeiro deste ano.

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Ainda que a designação de organizações como terroristas não seja um requisito legal para a autorização de operações da inteligência americana no exterior, especialistas afirmam que as recentes ações dos EUA no México e na Venezuela fazem parte da campanha do governo de Donald Trump contra o narcoterrorismo. Mais de mundo

"A designação muda definitivamente o tom [dos EUA] em relação a esses grupos e como qualificam a ameaça que eles representam", diz Cecilia Farfán-Méndez, chefe do Observatório Norte-Americano da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC).

Ainda segundo Farfán-Méndez, a ação americana não provocou grandes mudanças no comportamento das organizações criminosas atingidas, mas teve um impacto significativo nos negócios do setor privado dos países envolvidos.

Sanções e monitoramento financeiro

No primeiro dia de seu segundo mandato, em 2025, Trump assinou uma ordem executiva solicitando ao Departamento de Estado que designasse os principais cartéis e outras organizações criminosas latino-americanas como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês).

A classificação foi confirmada cerca de um mês depois pelo secretário de Estado, Marco Rubio. Na lista das organizações atingidas estavam os cartéis de Sinaloa, de Jalisco Nova Geração (CJNG), do Nordeste, do Golfo, Unidos e Nova Família Michoacana, do México, e o Trem de Arágua, da Venezuela.

Posteriormente, também foram designados como terroristas o Clã do Golfo, da Colômbia; o Cartel dos Sóis, da Venezuela; e os grupos Los Choneros e Los Lobos, do Equador. Os grupos Bairro 18 e Mara Salvatrucha (MS-13), que têm braços em vários países da América Central e nos EUA, também foram atingidos.

Com as designações, todas essas organizações foram incluídas na lista do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) do Departamento do Tesouro americano, que administra e aplica sanções econômicas e comerciais, e seus bens nos EUA foram bloqueados.

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