Ebola ganha destaque após novo desdobramento em ebola: república democrática
Ler matéria →O que aconteceu com Eriksen? Jogador que desmaiou em campo preocupa por histórico cardíaco Dinamarquês ficou inconsciente durante amistoso e foi levado ao hospital;
ele usa um 'marca-passo' desde que sofreu uma parada cardíaca em 2021 O meio-campista Christian Eriksen voltou a assustar o mundo do futebol neste domingo, 7, quando o amistoso entre Dinamarca e Ucrânia precisou ser encerrado após o jogador passar mal. Aos 19 minutos do segundo tempo da partida, o dinamarquês colocou a mão no tórax e caiu no gramado, preocupando a torcida e as equipes dos times em campo.
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Ele recebeu atendimento médico e foi levado para um hospital. Na redes sociais, a Federação Dinamarquesa de Futebol emitiu uma nota, informando que Eriksen, de 34 anos, ficou inconsciente por um “breve período”, mas recuperou a consciência rapidamente e deixou o campo andando, sendo encaminhado para realizar exames. “Cristian está bem, saiu andando de campo por seus próprios meios.
Pelo que vi, o marca-passo respondeu como deveria“, relatou o médico da seleção, Morten Boesen, na nota. O atleta usa um cardioversor-desfibrilador implantável (CDI)– aparelho semelhante a um marca-passo -, desde 2021, quando sofreu uma parada cardíaca, durante a estreia da Dinamarca na Eurocopa, contra a Finlândia. O meio-campista segue no hospital, mas, segundo Boesen, a expectativa é de que ele receba alta em breve.
Histórico de saúde do atleta No acidente de 2021, Eriksen caiu desacordado em campo, durante a partida, e precisou ser submetido a reanimação cardiopulmonar (massagem cardíaca) ainda no gramado, em um atendimento que durou cerca de 15 minutos e foi transmitido ao vivo. Além disso, um desfibrilador externo automático (DEA)– aparelho portátil capaz de reanimar alguém usando choques elétricos– foi usado para restabelecer os batimentos cardíacos do atleta. Leia também: Alerta da Anvisa ganha destaque após novo desdobramento em alerta da anvisa
Após ser estabilizado, o jogador foi transferido para um hospital, se recuperou e passou por um procedimento para implante do CDI. Depois do episódio, o dinamarques chegou a deixar o time Inter de Milão, clube italiano do qual fazia parte, e cogitou-se que ele nunca mais voltaria a jogar profissionalmente. O meio-campista, porém, retornou aos gramados em fevereiro de 2022, pelo Brentford, time da Inglaterra, além de continuar jogando pela seleção de seu país.
Ele passou ainda pelo Manchester United antes de se transferir para o Wolfsburg, da Alemanha, no ano passado. Como funciona um desfibrilador implantável Para entender como o CDI funciona, imagine o coração como uma bomba movida a eletricidade.
A cada batimento, uma espécie de “faísca” natural percorre o músculo cardíaco, fazendo com que ele se contraia e empurre o sangue para todo o organismo. Quando esse sistema elétrico falha, o coração pode começar a bater de forma desorganizada, rápida demais ou lenta demais, comprometendo a circulação sanguínea. É nesse momento que entram em ação dispositivos como o marca-passo e o cardioversor-desfibrilador implantável.
O CDI é um pequeno dispositivo colocado cirurgicamente no tórax, capaz de monitorar o ritmo cardíaco em tempo real e intervir automaticamente diante de arritmias graves. Por exemplo, quando o coração bate de forma muito lenta, condição conhecida como bradicardia, ele emite impulsos elétricos para normalizar o ritmo, de maneira semelhante a um marcapasso convencional. Já em casos de taquicardia, quando os batimentos se aceleram de forma anormal e perigosa, o aparelho aciona protocolos de reversão programados pelo médico, podendo aplicar estímulos de baixa ou alta energia conforme a gravidade da situação. Mais de saude
Emergências no esporte O caso de Eriksen é raro, mas não isolado. Embora os números ainda não sejam totalmente conhecidos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), estima-se que até 1 a cada 5 mil atletas morram em razão de paradas cardíacas anualmente.
A parada é uma perda súbita e inesperada da função do coração, da respiração e da consciência, em geral por falhas nos impulsos elétricos do coração ou por danos nas paredes do músculo cardíaco. Ela pode, então, levar a mortes rápidas e repentinas. Nesse cenário, o tempo de resposta é determinante para a sobrevivência.
Isso porque, a cada minuto sem reanimação cardiopulmonar, as chances de sobrevida caem entre 6% e 10%. No Brasil, esse problema é responsável por 300 mil mortes anuais, segundo o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Também, segundo estudos, entre 56 e 80% dos casos de morte súbita em jovens atletas ocorrem durante a prática esportiva. Leia também: Molina ganha destaque após novo desdobramento em a carreira de yadier molina
Entre esse público, as causas podem ser congênitas ou adquiridas, predominando, nos indivíduos mais jovens, as cardiopatias estruturais genéticas e miocardites (inflamação no músculo do coração) de origem viral. Já em atletas com 35 anos ou mais, a doença arterial coronariana, causada pelo acúmulo de colesterol, corresponde a mais de 80% dos casos. Diante desse cenário, neste ano, a SBC publicou um posicionamento sobre emergências cardiológicas no esporte, apontando a importância de diversas estratégias, especialmente a avaliação pré-participação esportiva, por permitir identificar atletas em risco antes que uma ocorrência aconteça.
O documento alerta, ainda, que grande parte dos eventos realizados no Brasil carece de protocolos padronizados, desfibriladores posicionados estrategicamente e equipes treinadas para reconhecer e responder a uma parada cardiorrespiratória. Assim, de acordo com a SBC, o país precisa investir em uma resposta eficiente a emergências, o que depende da integração entre planejamento de atendimento, equipamentos adequados e treinamento regular das equipes. Além disso, a entidade lembra que emergências cardíacas em campo podem ocorrer tanto em atletas aparentemente saudáveis, quanto tem membros da equipe técnica e, até mesmo, no público.
Por isso, a sociedade ressalta: “a prevenção de mortes súbitas evitáveis em atletas e público requer um modelo sistematizado de resposta, com protocolos baseados em evidências e revisões contínuas de qualidade”, afirma o documento. Isso porque, em uma parada cardiorrespiratória, por exemplo, especialistas recomendam que o primeiro choque do desfibrilador deve ser aplicado em até três minutos após a pessoa desmaiar.
Portanto, ter equipamentos disponíveis e equipes treinadas faz toda a diferença para aumentar as chances de sobrevivência, especialmente em locais com grande circulação de pessoas, como arenas esportivas.
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