Como entrada da Arábia Saudita em ataques no Iraque reforça ideia de guerra
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Crédito, Getty Images
- Author, Gerardo Lissardy
- Role, BBC News Mundo
- Published Há 30 minutos
- Tempo de leitura: 7 min
Alguns venceram com folga, em países como o Equador e o Chile. Outros se impuseram com vantagem mínima, como no Peru e na Colômbia.
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De uma forma ou de outra, os políticos de direita da América Latina vivem uma onda de vitórias eleitorais que alterou o mapa de poder do continente.
Na terça-feira (28/7), a peruana Keiko Fujimori se tornou o caso mais recente de uma figura de direita latino-americana a assumir a presidência do seu país pelo voto. Ela venceu as eleições na sua quarta tentativa.
Já o presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, tomará posse no dia 7 de agosto. Com isso, a América Latina somará 12 chefes de Estado com posicionamento à direita no espectro político. Leia também: O mapa que mostra como a direita expandiu seu poder na América Latina
É verdade que as duas maiores democracias latino-americanas em número de eleitores— o Brasil e o México— mantêm governos de esquerda.
Mas o Brasil irá às urnas em outubro e tudo indica que a eleição será um duelo entre o presidente Lula e o senador de direita Flávio Bolsonaro.
Também é verdade que existem diferenças entre os diversos presidentes latino-americanos de direita. Alguns são mais radicais do que outros, com tendências populistas ou autoritárias.
Mas, de forma geral, eles próprios costumam se mostrar como parte de uma mesma família ideológica, expressando seu apoio eleitoral mútuo ou copiando símbolos polêmicos, como a megaprisão de Nayib Bukele, em El Salvador.
'Problema estrutural'
Um dos motivos da ascensão da direita latino-americana é a ampla reivindicação popular por uma luta mais eficaz contra a criminalidade. A segurança pública, atualmente, é uma das maiores preocupações dos cidadãos do continente. Mais de mundo
Esta questão se seguiu, em alguns casos, a consideráveis aumentos dos casos de violência e extorsão, verificados em países como o Equador e o Peru.
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Mas o medo da criminalidade também disparou no Chile.
Pesquisas realizadas no ano passado demonstraram que a população chilena está mais preocupada com o crime e a violência que a do México e da Colômbia, que têm índices de homicídios muito mais altos.
Keiko Fujimori, no Peru; Abelardo de la Espriella, na Colômbia; Daniel Noboa, no Equador; José Antonio Kast, no Chile; e Nasry Asfura, em Honduras, chegaram à presidência com promessas de "ordem" e "braço forte" contra o crime.
Já Nayib Bukele é um dos líderes latino-americanos mais valorizados do continente.
O presidente de El Salvador se tornou um expoente da direita regional, ao reduzir a violência das gangues do país com um estado de exceção que concentrou o poder e suspendeu garantias constitucionais, gerando denúncias de graves abusos.
O fator Trump

Fenômeno duradouro?

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