Iraque busca rotas alternativas para petróleo em meio a risco no Estreito
Ler matéria →Os achados são do estudo “O que desejam os privilegiados: a alta renda brasileira, por ela mesma”, realizado pelo Google Brasil, que ouviu 792 pessoas em todas as regiões do país. A amostra incluiu famílias com renda mensal a partir de R$ 15 mil, alcançando faixas superiores a R$ 50 mil mensais– grupo que representa, no total, cerca de 8% da população brasileira, considerando o critério de renda adotado na pesquisa, segundo o Google. Os entrevistados responderam a perguntas sobre consumo, investimentos, saúde, família, comportamento digital e perspectivas para o futuro.
A pesquisa mostrou que os entrevistados associam o privilégio ao acesso a bens e serviços que permanecem fora do alcance da maior parte da população, como educação privada, planos de saúde e hospitais de qualidade. Já a riqueza aparece ligada à acumulação de patrimônio capaz de proporcionar independência financeira e autonomia para tomar decisões sem depender da renda do trabalho.
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Para os entrevistados, “ser rico” significa poder escolher trabalhar apenas com aquilo de que se gosta, mudar de profissão ou até parar de trabalhar sem comprometer o padrão de vida da família.
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Nesse sentido, foi relevada uma meta a ser atingida para ter tranquilidade no futuro, isto é, um valor de investimento no banco considerando suficiente para justificar parar de trabalhar ou trabalhar apenas com o que gosta: R$ 17 milhões, na média— 37% dos entrevistados almejam ter até R$ 5 milhões; 18% entre R$ 6 milhões e R$ 9 milhões; 21% entre R$ 10 milhões e R$ 29 milhões; e 22% acima de R$ 30 milhões.
“São pessoas que ainda estão construindo e sentem que ainda não chegaram lá”, afirmou Renata Blay, líder de Insights Estratégicos para a Indústria de Finanças no Google Brasil. Leia também: Justiça passa a ter sistema único digital para penhora e arresto de imóveis
A busca por essa independência financeira ajuda a explicar outro comportamento identificado pela pesquisa. Cerca de 72% afirmam guardar dinheiro para atingir a reserva considerada ideal para o futuro e 91% dizem desejar mais tempo livre e autonomia sobre a própria rotina. “Essas pessoas de alta renda estão dizendo para a gente que têm dificuldade de ter tempo para fazer o que gostam”, completa Blay.
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Família no centro dos planos – e dos medos
Se a liberdade financeira é o objetivo, a família é um dos principais motivos para persegui-lo. Segundo a pesquisa, 80% dos entrevistados são casados ou vivem em relacionamento e a maioria vive em lares com dois dependentes. Além disso, 84% têm filhos.
O estudo aponta ainda que 70% afirmam que seus sonhos são também os sonhos da família. Quando questionados sobre seus principais desejos, muitos relacionam o sucesso financeiro à capacidade de oferecer oportunidades às próximas gerações. Um dos exemplos mais claros é a educação internacional. Segundo o levantamento, enviar os filhos para estudar no exterior aparece simultaneamente como um dos principais sonhos dos entrevistados e como um símbolo de riqueza.
A importância atribuída à família também aparece quando o assunto é medo. O principal receio declarado pelos entrevistados não está relacionado à perda de investimentos ou ao desempenho dos mercados, mas à possibilidade de não conseguir proporcionar aos filhos as condições de vida desejadas, especialmente em termos de educação e saúde. Mais de economia
Saúde vira indicador de sucesso
Dos entrevistados, 84% afirmam que saúde é algo que desejam muito ou desejam bastante. Mais do que viver mais, a preocupação está ligada à ideia de preservar a qualidade de vida ao longo do tempo.
Segundo Blay, a saúde passou a ser vista quase como uma forma de controle. Nesse contexto, ganham espaço comportamentos ligados à longevidade, como monitoramento de biomarcadores, dispositivos vestíveis, testes genéticos e serviços personalizados de acompanhamento médico.
A pesquisa também identificou diferenças entre homens e mulheres: elas demonstram maior preocupação com reserva financeira, tempo livre, saúde e bem-estar do que os entrevistados do sexo masculino. Leia também: Varejo enfrenta tri difícil, mas C&A se destaca, diz Morgan Stanley
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Dinheiro ainda gera insegurança
Apesar do elevado poder aquisitivo, o levantamento mostra que o universo financeiro continua sendo um desafio para boa parte da alta renda: 43% dizem ter dificuldade para entender investimentos e 52% nunca receberam educação financeira formal durante a juventude– apesar de 53% afirmem que têmr elevado conhecimento financeiro,
O resultado ajuda a explicar por que 58% preferem delegar decisões financeiras a especialistas. Segundo os pesquisadores, existe até mesmo entre a alta renda uma espécie de “pedido de ajuda” para compreender melhor o universo dos investimentos.
Bancos disputam a principalidade desse cliente
Em média, os entrevistados mantêm relacionamento com 8,7 instituições financeiras diferentes, percentual muito superior ao observado na população em geral. Ao mesmo tempo, 92% utilizam bancos tradicionais e 89% mantêm contas em bancos digitais.
Segundo Marcel Bozo, head da Indústria de Finanças do Google Brasil, a competição entre as instituições deixou de ser apenas por abertura de contas e passou a focar a chamada principalidade, isto é, tornar-se o principal relacionamento financeiro do cliente. “Hoje a batalha passa a ser exatamente em cima desse público da alta renda”, afirmou o executivo durante apresentação dos resultados.
Menos ostentação e mais discrição
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Maria Luiza Dourado
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