Vem aí um “Ozempic mensal”: caneta emagrecedora em estudo atinge 16% de perda
Ler matéria →No dia, o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, com pouco mais de dois milhões de habitantes, ganhou um jornal com a cara da cidade, fundado por Ademar de Barros. Setenta e cinco anos depois, na mesma data, O DIA não celebra a idade avançada. Celebra a permanência, a resistência e a inquietude que o manteve firme, de pé, em franca expansão ,e ainda tão próximo dos leitores.
Em três quartos de século, o diário saiu do chumbo das oficinas para a tela do celular, ganhou portal e se espalhou por todas as plataformas digitais. A síntese cabe em uma frase: o jornal tem idade, mas não envelheceu. Pelo contrário, não para de se modernizar.
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O contraste mede a distância percorrida. Onde antes havia o som das linotipos, o cheiro da tinta fresca, as pesadas placas de chumbo e a notícia que só alcançava o leitor na banca, hoje há produção simultânea para portal, redes sociais, vídeos, s e inúmeros conteúdos multiplataforma. O papel não impõe mais limites.
A informação não espera mais o amanhecer: encontra o público onde ele estiver. Ampliaram-se os meios; permaneceu o compromisso de estar ao lado de quem lê. A modernização que nunca parou No O Dia, se adaptar virou método.
Um dos saltos mais simbólicos veio em 1992, com a inauguração do parque gráfico de Benfica, na Zona Norte, palco de um marco do jornalismo fluminense: a primeira impressão inteiramente colorida, o “full color”. No início foram 50 mil exemplares por dia e, um mês depois, já beirava 300 mil. Leia também: Tubarão de 4,5 metros mata mergulhador na Austrália
Chegava a um milhão e trezentos mil jornais aos domingos. Em 1996, o jornal lançou seu portal, o O DIA Online; nos anos seguintes, levou o conteúdo a Facebook, Instagram, X, YouTube e TikTok, aproximando-se de diferentes faixas etárias e perfis de leitor. A trajetória rendeu os principais prêmios do país, Esso, Vladimir Herzog, Embratel e o da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), credenciais de uma relevância jornalística que sempre conviveu, sem atrito, com a linguagem direta e acessível.
Quem acompanhou a virada por dentro guarda cada etapa na memória. Abelardo Silva Filho, de 64 anos, contratado em agosto de 1984 e hoje supervisor da produção impressa, narra a transição: “
Na época da Rua Riachuelo, onde ficava a sede, era tudo preto e branco. Os leitores comentavam nas ruas que botavam o jornal debaixo do braço, e a roupa ficava suja (risos). Depois viemos para Benfica, com a Headliner, que já fazia o jornal colorido.
Depois veio a News Liner, e precisamos fazer curso de inglês e viajar para os Estados Unidos para aprender a mexer. Mas ficou uma sensação de dever cumprido, foi gratificante. ”
O episódio das cores é hoje uma metáfora do presente: a cada nova tecnologia, a redação volta a aprender, antes diante de máquinas importadas, agora diante de algoritmos, formatos digitais e do consumo em tempo real. A lógica é a mesma de quatro décadas atrás: incorporar a ferramenta sem abrir mão do ofício. Mais de saude
A voz do comando Para quem dirige a empresa hoje, o aniversário é menos sobre o passado do que sobre o que vem adiante. O presidente do Grupo O DIA de Comunicação, Thiago Feitosa, lê a data como um pacto renovado:
“ Os 75 anos do Jornal O DIA representam muito mais do que a longevidade de uma marca.
Representam a construção diária de uma relação de confiança com milhões de leitores, baseada na credibilidade, na proximidade com a população e no compromisso permanente com o jornalismo de qualidade. ” O olhar está fixo no horizonte. Leia também: Mito ou verdade ganha destaque após novo desdobramento em mito ou verdade
“ Celebramos esses 75 anos com orgulho, mas, acima de tudo, com senso de responsabilidade. O legado construído por O DIA nos inspira a continuar investindo em jornalismo profissional, em inovação e em novas formas de conexão com a audiência.

Mais do que contar a história do Rio de Janeiro, queremos continuar ajudando a construir o seu futuro”, afirma Feitosa. Publisher e representante dos acionistas, Nuno Vasconcellos enxerga na marca uma raridade institucional. “Isso não é apenas uma marca no calendário.
É uma conquista rara e reservada apenas a instituições capazes de atravessar gerações sem perder sua relevância”, define. Para ele, o que sustentou a travessia foi uma escolha de método: “O jornalismo só faz sentido quando está próximo das pessoas, quando a vida do jornal se confunde com a de seus leitores.
” Foi essa bússola, sustenta, que permitiu sobreviver à virada digital que derrubou tantos concorrentes: “Muitas empresas não tiveram fôlego ou visão para acompanhar essa evolução. Nós tivemos.
O DIA escolheu um caminho diferente: preservar sua essência enquanto se reinventava. ” Hoje, descreve, o jornal é um veículo multiplataforma que leva notícia em tempo real “sem renunciar aos princípios que construíram nossa reputação: credibilidade, independência editorial, proximidade com o público e compromisso com os fatos”.

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