Celulares Android podem ajudar a prever terremoto?
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- Author, Norberto Paredes
- Role, Da BBC News Mundo em Caracas
- e
- Author, Nicole Kolster
- Published Há 21 minutos
- Tempo de leitura: 6 min
O nível de destruição na região noroeste em La Guaira é difícil de compreender.
Leia no AINotícia: Mundo em foco: panorama
Embora os terremotos da última quarta-feira (24/6) tenham atingido todo o estado costeiro ao norte de Caracas, o cenário muda drasticamente quando se entra na cidade de Caraballeda.
À medida que se avança pela cidade, a devastação se torna mais intensa.
Os vários prédios que desabaram após os dois terremotos, de magnitude 7,2 e 7,5, ocorridos com apenas 39 segundos de diferença, formam fileiras de montanhas de concreto e metal retorcido. Leia também: Governo Trump vai 'tensionar' eleições no Brasil por medo da China, diz
Em algumas áreas dos bairros mais atingidos, como Caribe e Tanaguarena, há quarteirões inteiros onde a remoção dos escombros ainda não começou.

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Na década de 1990, Caraballeda era uma das áreas mais prósperas do Estado, uma zona turística vibrante, repleta de palmeiras, hotéis de luxo, restaurantes, condomínios com piscinas, um píer cheio de iates e até um campo de golfe.
Hoje, apresenta uma imagem desolada, mais parecida com uma zona de guerra do que com um destino de férias.
Aquele campo de golfe, vestígio da opulência que caracterizava a área antes da tragédia de 1999, tornou-se o epicentro da crise. Mais de mundo

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Em seus gramados verdes, antes meticulosamente cuidados, um hospital improvisado agora serve como centro de tratamento para pessoas resgatadas e gravemente feridas, ao lado de pilhas de roupas doadas e caixas de ajuda humanitária.
Em uma parte do campo de golfe, adjacente a uma pequena lagoa, uma faixa de terra foi transformada em uma área de pouso para helicópteros que chegam com suprimentos e pessoal de outros Estados e do exterior. Leia também: Os tensos minutos de silêncio para tentar ouvir sobreviventes sob os escombros
Outra parte foi designada como abrigo para centenas de famílias que perderam tudo.

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Milagros González, moradora do conjunto habitacional Caribe, contou à BBC Mundo que morava em uma parte da área onde a maioria dos prédios desabou e que precisou fugir o mais rápido possível.
Seu prédio foi "um dos poucos que não desabou".
"Saí com minhas duas filhas pequenas e duas senhoras idosas. Sair foi fácil. Mas graças a Deus saímos vivas. O prédio está inabitável. Mas estamos vivas, que é o que importa, e somos gratas a Deus", disse ela.



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