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- Author, Oleksiy Nazaruk*
- Role, BBC News Ucrânia, em Odessa
- Published Há 3 horas
- Tempo de leitura: 7 min
Queria desligar um pouco, mudar de ares. E consegui: nem os bombardeios constantes nem a enorme quantidade de pessoas ao meu redor impediram isso.
O que me surpreendeu foram os preços e a atitude dos turistas diante da ameaça constante de estar em uma região próxima da guerra com a Rússia.
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A estrada que liga Kiev, capital da Ucrânia, à Odessa está agora em ótimas condições: a rodovia foi recuperada e o asfalto está em bom estado em quase todo o trajeto.
Em compensação, a gasolina está caríssima. Mesmo com um consumo moderado, a viagem de ida e volta a partir de Kiev custou cerca de US$ 130 (aproximadamente R$ 722).
Odessa também está muito, muito cara. Leia também: 'O surfe teve um papel enorme na minha recuperação': o campeão do esporte
Em três dias, duas pessoas gastam ali cerca de US$ 1.000 (em torno de R$ 5.552), sem grandes luxos, mantendo um padrão de gastos de "classe média".
A comida merece um capítulo à parte porque não apenas está cara— a conta média de um jantar simples para duas pessoas gira em torno de US$ 50 (R$ 278)— como também os restaurantes vivem lotados, o que torna necessário fazer reservas com vários dias de antecedência.
Mas o que mais impressiona é o contraste dos dois lados que convivem juntos na cidade. De um, estão o luxo, os preços e as atividades de lazer típicas de um reduto de férias no verão. Do outro, a constantes e imprevisíveis ameaças à vida de bombas, mísseis e minas.
Somente no domingo, 19 de julho, um ataque russo com mísseis nas proximidades do porto de Odessa, o maior da Ucrânia, matou dez pessoas. Na segunda-feira, 20 de julho, outro bombardeio na cidade deixou três mortos. No dia seguinte, o centro histórico foi atingido.

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A cidade sofreu danos graves, principalmente na região próxima ao porto.
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E, ainda assim, as praias ficam lotadas.
Quem está na praia ao lado reage com indiferença. É possível ouvir comentários como: "Ah, tudo bem, está indo para Ibiza, não para cá", embora as duas praias estejam separadas por, no máximo, quatro quilômetros.
Durante um dos bombardeios mais intensos, corremos para procurar abrigo. Acabamos em um bar próximo, sob um teto de palha.
Que esconderijo: uma proteção puramente psicológica feita de folhas de palmeira.

Crédito, Ullstein Bild/Ullstein Bild via Getty Images
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