
Crédito, Arquivo Pessoal
- Author, Ramana Rech
- Role, De São Paulo para a BBC News Brasil
- Published Há 1 hora
- Tempo de leitura: 6 min
Após passar no vestibular de Matemática com apenas 12 anos, o cearense Lucca Fontes Aragão, hoje com 13 anos, sonha em entrar em universidades prestigiadas, como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos.
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Entre os objetivos do adolescente também está participar da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), a mais importante competição de matemática que reúne alunos de Ensino Médio de cem países diferentes.
Filho de um professor de Matemática e de uma nutricionista, Lucca recebeu diagnóstico de superdotação em 2025, após ser avaliado por uma psicóloga que identificou quociente intelectual (QI) de 136 — acima do índice de 130 usado como referência para caracterizar a condição.
O estudante chamou atenção no ano passado ao ser aprovado no vestibular da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Ele conquistou o 29º lugar no curso de licenciatura em Matemática, com 190 pontos. Leia também: Trump diz que Irã concordou em não ter armas nucleares
A aprovação, porém, é apenas uma das conquistas acumuladas pelo adolescente Em 2025, ele ficou em 1º lugar no Nível 1 da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM), com nota máxima. Também conquistou medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Física (OBF) e na Olimpíada Brasileira de Informática (OBI).
Para 2026, o plano de Lucca é manter um bom resultado na OBM, bem como conquistar o top 3 da Olimpíada Cearense de Matemática (OCM) e, assim, se classificar para a Olimpíada Rioplatense de Matemática. No ano passado, Lucca recebeu mdealha de ouro e ficou como 1º suplente para a olimpíada.
Apesar dos holofotes, o menino se sente tímido diante da atenção da mídia.
"Eu penso que é mais uma maneira de divulgar meus resultados, como reconhecimento", diz.
Mas admite não ler as reportagens: "mó vergonha". Mais de mundo
Seu pai, José Aragão, lembra que, apesar de ter comportamentos de alguém mais velho, Lucca ainda é uma criança: ele gosta de brincar, colecionar figurinhas do álbum da Copa do Mundo, viajar, jogar bola e ir à praia, apesar de ter comportamento de pessoas mais velhas.
José diz que o jeito "carinhoso, tranquilo e gente boa" do filho também conquistou a admiração das pessoas ao seu redor.
"É uma criança, mas com um senso de responsabilidade muito forte. Às vezes, eu estou conversando com o meu filho, eu digo: 'esse menino parece ter 20 anos de idade'. Outras vezes, ele parece a criança que é", comenta. Leia também: Anvisa manda recolher lote de água Crystal por presença de bactéria; entenda
Como tudo começou
A família começou a desconfiar que Lucca poderia ter altas habilidades durante o cursinho de preparação para entrar no Colégio Militar, em 2023.
O garoto sempre havia tirado boas notas, mas começou a se destacar ainda mais nos simulados, em que "não saía" do primeiro lugar.
Naquele ano, contudo, Lucca não conseguiu entrar no colégio com o qual sonhava. De acordo com José, o problema foi a falta de prática na administração de tempo entre questões de português e matemática.
José assume a culpa: "eu, como pai, errei na estratégia, porque o resultado só vem com a família junto".
No dia da prova, Lucca terminou a avaliação 1h30 antes do tempo limite, não porque deixou questões sem fazer, e sim pela facilidade em resolvê-las. Como resultado, foi aprovado em primeiro lugar, com nota máxima.

Dedicação aos estudos
O papel da escola

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