
Crédito, Getty Images
- Author, Swaminathan Natarajan
- Role, Serviço Mundial da BBC
- Published Há 9 minutos
- Tempo de leitura: 6 min
Em 1826, exatos 200 anos atrás, um episódio acidental mudaria para sempre a forma como criamos luz e calor.
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O farmacêutico experimental inglês John Walker (1781-1859) misturava substâncias químicas, tentando produzir explosivos, quando um palito coberto com a mistura atingiu inadvertidamente uma pedra em frente à sua lareira, criando uma chama espontânea.
Walker nasceu em meio à Revolução Industrial, na cidade portuária de Stockton-on-Tees, no nordeste da Inglaterra.
O motor a vapor de James Watt (1736-1819), principal impulsionador dos avanços da época, teve seu lançamento comercial em 1776 e a primeira ferrovia pública utilizando locomotivas a vapor chegou a Stockton, no condado de Durnham, em 1825. Leia também: Primeiro sobrevivente de caverna inundada no Laos é resgatado
Quatro anos depois, a locomotiva Rocket ("Foguete"), do engenheiro George Stephenson (1781-1848), provou que as locomotivas a vapor podiam puxar trens de passageiros a 50 km/h. E, pouco tempo depois, viagens que levavam 12 dias a cavalo já podiam ser realizadas em apenas oito horas.
Mas as pessoas ainda tinham dificuldade para acender o fogo que produzia aquela potência. Elas usavam pedra e aço, ou trabalhavam para manter as brasas permanentemente acesas.
Até que a invenção acidental de Walker revolucionou a produção, aplicação e a portabilidade do fogo.

Crédito, Museu Preston Park
Walker era cirurgião formado. Mas, desencorajado pela natureza sanguinária dos cenários de operações do início do século 19, ele estudou novamente para ser farmacêutico. Mais de mundo
Em 1826, ele passava a maior parte do tempo produzindo medicamentos para seres humanos, cavalos, bois e até galinhas, segundo Alan Middleton, autor do livro A Tale of Hope and Despair: North of England Match Co. West Hartlepool 1932-1954 ("Uma história de esperança e desespero: a North of England Match Co. West Hartlepool 1932-1954", em tradução livre).
Mas, basicamente, Walker também fazia experiências com substâncias químicas.

Crédito, Alan Middleton e Sociedade Britânica de Rótulos de Caixas e Cartelas de Fósforos Leia também: 'Tiro pode sair pela culatra': potencial impacto de classificação de PCC e CV
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"Walker era um homem muito gentil e inteligente e, segundo alguns, talvez um aventureiro", segundo Middleton.
"Uma das suas paixões era a química. Ele misturava substâncias para produzir espoletas [os dispositivos que permitem que as armas disparem] para seus amigos agricultores."
"Um dia, ele preparou uma certa mistura e deixou para secar", ele conta.



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