Relatório israelense sobre ataque de 7 de outubro e relatos de palestinos ao jornal 'NYT' colocam questão de abusos sexuais sistêmicos durante o conflito no foco das atenções. Tanto Israel quanto o Hamas negam acusações.
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Do lado israelense, uma investigação concluiu que o grupo terrorista Hamas "utilizou violência sexual e baseada em gênero de forma deliberada e sistemática como parte inerente de uma estratégia mais ampla do ataque".
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Do lado palestino, testemunhas relataram "um padrão de violência sexual generalizada cometida por soldados, colonos, interrogadores da agência de segurança Shin Bet e, sobretudo, por guardas prisionais de Israel contra homens, mulheres e até crianças palestinas".
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O Ministério das Relações Exteriores de Israel rejeitou essas acusações, classificando-as como "mentiras infundadas" e "difamação", parte de uma "campanha anti-Israel".
Dois novos relatórios detalharam uma série de denúncias de abuso sexual no conflito entre Israel e o Hamas — Foto: Gareth Fuller/empics/picture alliance
Mesmo em meio ao turbilhão de opiniões, há pouca dúvida de que a guerra em Gaza desencadeou uma crise humanitária. Leia também: Mensagem de atriz seria motivo de tapa de primeira-dama francesa em Macron, diz
Além da fome, morte e destruição, dois relatórios divulgados esta semana lançam luz sobre a dimensão de alegados abusos sexuais ocorridos em e depois, envolvendo os dois lados do conflito.
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Do lado israelense, uma investigação de dois anos conduzida pela Comissão Civil de Israel, que se apresenta como um grupo independente não governamental, concluiu que o grupo terrorista Hamas "utilizou violência sexual e baseada em gênero (SGBV, na sigla em inglês) de forma deliberada e sistemática como parte inerente de uma estratégia mais ampla do ataque, visando principalmente mulheres e reféns, enquanto menores também foram submetidos a formas graves desse tipo de violência e abuso".
Do lado palestino, testemunhas relataram ao jornal The New York Times, dos EUA, que . As testemunhas, segundo o jornal, "relataram um padrão de violência sexual generalizada cometida por soldados, colonos, interrogadores da agência de segurança Shin Bet e, sobretudo, por guardas prisionais de Israel contra homens, mulheres e até crianças" palestinas. Mais de mundo
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A Comissão Civil em Israel afirma ter analisado milhares de fotos e vídeos e entrevistado centenas de testemunhas dos ataques de 7 de outubro.
Segundo o relatório, abusos foram cometidos no Festival de Música Super Nova, assim como em bases militares e, em alguns casos, na frente de familiares. Leia também: Trump se encontra com Xi Jinping em Pequim; SIGA
Acrescenta ainda que o Hamas e milícias associadas "usaram tortura sexual para maximizar dor e sofrimento. As vítimas sofreram atos brutais, incluindo queimaduras, mutilações, estupros, imobilizações, inserção forçada de objetos na genitália, tiros no rosto e na região genital, assassinatos e abusos na frente de familiares, além de execuções".
"Os homens retiraram uma mulher do veículo", disse Raz Cohen, sobrevivente do festival. "Removeram roupas dela à força e a estupraram, depois a esfaquearam repetidamente, matando-a. Eles continuaram a abusá-la mesmo após sua morte."
O Hamas tem negado consistentemente essas alegações.
Os autores do relatório, liderados por Cochav Elkayam-Levy, disseram que o documento foi "orientado por metodologias reconhecidas internacionalmente para documentar crimes de guerra e violência sexual".
Ele também conta com o respaldo de diversas figuras relevantes da política, do direito e dos direitos humanos, incluindo Hillary Clinton e o ex-ministro da Justiça do Canadá, Irwin Cotler.
ONU duvida que dimensão total venha a ser conhecida
- Hamas
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