Antes de prisão pela PF, MC Ryan SP planejava turnê com estética grandiosa e expansão de sua produtora para recuperar agenda após polêmicas.
Bololo Restaurant, do MC Ryan SP, é alvo de operação da PF — Foto: Reprodução YouTube
Antes de ser preso pela Polícia Federal por integrar um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão, MC Ryan SP planejava mudanças importantes para sua carreira.
O artista buscava comemorar o fato de ser o artista mais ouvido do Brasil no Spotify com um show repaginado.
Isso porque, após ser flagrado agredindo a sua companheira, Ryan teve shows cancelados e teve sua agenda afetada por uma diminuição considerável de shows.
Investigação aponta pagamento R$ 400 mil por dia a MC Ryan por posts de jogos ilegais Leia também: CCJ da Câmara dá aval à proposta que acaba com a escala 6x1
Para 2026, ele queria investir em um espetáculo com maior duração, com, pelo menos, 1h de duração e uma estética grandiosa para os padrões do funk.
A ideia do cantor era se apresentar em casas que conseguissem dar suporte a um palco maior, levando pelo Brasil uma réplica da cabeça de um tubarão, animal que virou apelido do funkeiro.
Ele chegou a fazer uma espécie de "show teste" em Brasília (DF), segundo pessoas ouvidas pelo g1, ele estava animado com a ideia de replicar o show em casas maiores pelo Brasil.
Novos talentos na Bololô Records
Outro ponto que Ryan pretendia investir era na revelação de novos talentos para sua produtora recém-criada, a Bololô Records.
Após o sucesso de "Posso Até Não Te Dar Flores", que alavancou a carreira do MC Meno K e do DJ Japa NK, o funkeiro já mapeava novos nomes pelo Brasil. Mais de noticia
Com microfone na mão, Ryan SP faz música com DJ Japa NK na Bololô Records — Foto: Fábio Tito/g1
Uma das revelações da empresa é o MC Black da Penha, cantor carioca que foi "garimpado" por Ryan nos bailes do RJ, passando a integrar o hall de artistas da Bololô Records. Leia também: O exercício físico simples que pode ajudar a melhorar a memória
O artista/empresário também buscava investir em nomes que já tinham sucessos no catálogo, mas precisavam de novidades. Era o caso de MC Luuky, cantor empresariado por Ryan e que trabalhava em um novo álbum vinculado a um projeto audiovisual.
O esquema
Operação da PF contra transações ilegais de mais de R$ 1,6 bilhão prende MC Ryan SP e Poze do Rodo
A Polícia Federal revelou que o esquema de uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão utilizava uma estrutura complexa, com empresas, influenciadores digitais e operações financeiras sofisticadas para ocultar a origem de recursos ilícitos.
No total, foram cumpridos 33 de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os presos.
- Polícia Federal
- São Paulo
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