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Novo chefe de escritório dos EUA para América Latina já criticou Brasil

Juan Pablo Segura assumiu o cargo na sexta-feira (14), no lugar de Michael Kozak

Novo chefe de escritório dos EUA para América Latina já criticou Brasil por

Juan Pablo Segura assumiu o cargo na sexta-feira (14), no lugar de Michael Kozak. Em fevereiro de 2025, ele fez post após Alexandre de Moraes determinar multa ao X.


  • Juan Pablo Segura assumiu na sexta-feira (14) a chefia de relações dos EUA com a América Latina. Ele já criticou o Brasil devido a decisões do STF.

  • Em fevereiro de 2025, Segura criticou o país após Alexandre de Moraes multar o X em R$ 8 milhões. O bilionário Elon Musk apoiou a publicação.

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  • A posse ocorre em meio ao desgaste diplomático. Em 4 de agosto, os EUA revogaram o visto da embaixadora brasileira após atraso na aprovação de diplomata americano.

  • O novo secretário-assistente concorreu ao Senado da Virgínia e atuou na área econômica estadual. Em 2014, ele fundou uma empresa de tecnologia para gestantes.

Juan Pablo Segura, o novo secretário-assistente de Estado para Assuntos do Hemisfério Ocidental— Foto: Departamento de Estado Leia também: Augusto Cury na Globo: o que disse o candidato à Presidência na entrevista

O novo chefe do escritório do Departamento de Estado responsável pelas relações dos Estados Unidos com a América Latina já fez críticas ao Brasil. No ano passado, ele usou uma rede social para sugerir que o país estava tentando censurar pessoas em solo norte-americano.

Juan Pablo Segura assumiu o cargo de secretário-assistente para Assuntos do Hemisfério Ocidental na sexta-feira (14). Ele foi indicado para a função pelo presidente Donald Trump em abril. O nome dele foi confirmado pelo Senado dos EUA neste mês.

Em fevereiro de 2025, Segura usou as redes sociais para criticar o Brasil, dias após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), multar o X por descumprimento de uma ordem judicial.

À época, Moraes multou a rede social em R$ 8 milhões por se recusar a fornecer dados cadastrais de um perfil na plataforma atribuído ao blogueiro Allan dos Santos. O ministro também determinou que a conta fosse retirada do ar. Mais de mundo

"Bloquear o acesso a informações e aplicar multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar pessoas que vivem nos Estados Unidos é incompatível com valores democráticos, incluindo a liberdade de expressão", escreveu.

A publicação de Seguro foi comentada pelo bilionário Elon Musk, dono do X, que respondeu com emojis de apoio.

Novo cargo

Já nesta segunda-feira, o novo secretário-assistente usou as redes sociais para afirmar que pretende trabalhar para colocar em prática a visão de Trump na América Latina.

"Junto com nossa excepcional equipe, impulsionaremos a visão do presidente Trump para que nossa região esteja a salvo dos cartéis e dos narcoterroristas, se gere prosperidade para os americanos e nossos associados e se assegurem nossas fronteiras", escreveu. Leia também: O que faz Cuba depender do exterior para alimentar sua população

Segura assume o cargo em um momento de deterioração nas relações entre Brasil e EUA. No dia 4 de agosto, por exemplo, os EUA revogaram o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti.

O governo norte-americano disse que a medida foi aplicada devido à demora do Brasil em conceder o aval diplomático para a nomeação de Daniel Perez como embaixador dos EUA no Brasil.

  • Segundo o blog da Ana Flor, a indicação de Perez causou mal-estar no governo brasileiro porque o anúncio foi feito antes de uma consulta reservada às autoridades brasileiras.
  • Tradicionalmente, a nomeação de um embaixador só é anunciada após o país anfitrião sinalizar que aceita a indicação.
  • No caso de Perez, o pedido de aval foi feito ao governo brasileiro mais de duas semanas após o anúncio da indicação pela Casa Branca.

Dias antes, o Itamaraty havia negado vistos a dois diplomatas do Departamento de Estado que viajariam ao Brasil. Eles foram apontados pelo jornal The Washington Post como integrantes de uma estratégia para questionar o sistema eleitoral brasileiro, o que os EUA negam.

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