O treinador terá de responder a algumas destas perguntas, numa entrevista que se encaminha para ser monotemática — como quase tudo o que cerca a CBF desde que o helicóptero de Neymar posou em Teresópolis como aeronave mais rastreada do mundo, na quarta-feira.
O mister se diverte
Pessoas que convivem com Ancelotti dizem que o italiano não vê problemas em receber perguntas mais espinhosas. O italiano nunca vetou assuntos em seus encontros com a imprensa, sejam exclusivos ou coletivos. "Ele até se diverte. Já viu de tudo no futebol. Para ele, isso aqui é simples", disse uma fonte da CBF ao UOL.
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Na Data Fifa de novembro, quando o Brasil venceu Senegal em Londres e empatou com a Tunísia em Lille (FRA), havia uma pergunta que poderia causar mal-estar.
O assunto eram as críticas, então ainda recentes, dos técnicos Emerson Leão e Oswaldo Oliveira sobre a seleção ter um treinador estrangeiro. Na época, frases dos dois brasileiros em um evento da CBF acabaram sendo vistas como xenofobia.
Ancelotti chegou a receber um "media training" para lidar com a situação. No fim, após quatro entrevistas coletivas naquele período, a pergunta não foi feita ao treinador.
A novela Neymar
Ainda na quarta-feira, o camisa 10 foi fazer exames de imagem em uma clínica de Teresópolis, e no dia seguinte foi anunciado que ele tem uma lesão muscular de grau 2. Mais de esporte
O período de afastamento, entre duas e três semanas, tiraria Neymar não apenas dos amistosos contra Panamá e Egito, mas também da estreia do Brasil na Copa do Mundo, diante do Marrocos. Leia também: Federação Francesa rebate Vallejo e aplica multa ao paraguaio
Agora, há duas dúvidas principais no ar: a primeira é sobre a possível volta de Neymar — quando, como e em que intensidade vai acontecer.
A segunda é como será o primeiro olho no olho de Ancelotti com a imprensa, depois de uma semana de treinos que termina com mais perguntas do que resposta.

