O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço. A tentativa de ataque ocorrida durante o jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca, no último sábado (25), chamou atenção para um ponto: a presença simultânea do presidente Donald Trump, do vice-presidente JD Vance e de diversas autoridades no mesmo evento. Essa aglomeração foge ao protocolo habitual por conta de um mecanismo estratégico: o do “sobrevivente designado” — em inglês, "designated survivor".
Trata-se de uma figura na linha de sucessão que deve permanecer em local seguro e sigiloso durante cerimônias importantes, garantindo a continuidade do governo em casos extremos, como ataques terroristas, ações de países inimigos ou catástrofes naturais. O mecanismo é considerado peça-chave da segurança nacional nos Estados Unidos. Normalmente, um integrante do gabinete presidencial é deslocado para um abrigo secreto e lá mantido até o fim do evento.
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A missão é assegurar a chefia e continuidade do Executivo caso presidente, vice e demais sucessores imediatos sejam incapacitados. A escolha do sobrevivente cabe ao presidente, com apoio da chefia de gabinete da Casa Branca. Frequentemente, o designado é informado momentos antes da cerimônia.
O protocolo surgiu durante a Guerra Fria, diante da ameaça de um ataque nuclear soviético, mas só foi oficializado em 1981, no governo Ronald Reagan. Como funciona a linha de sucessão americana? Pela 25ª Emenda da Constituição, se o presidente morrer ou ficar impedido de exercer o cargo, o vice-presidente — no cenário atual, JD Vance — deve assumir.

Na ausência de ambos, a linha sucessória é: - Presidente da Câmara: Mike Johnson; - Presidente pro tempore do Senado: Chuck Grassley (92), senador mais antigo do partido majoritário — os republicanos; - Secretário de Estado: Marco Rubio; - Secretário do Tesouro: Scott Bessent; - Secretário de Defesa: Pete Hegseth; - Segue-se com o procurador-geral e os titulares das demais pastas: Interior, Agricultura, Comércio, Trabalho (atualmente vago), Saúde, Habitação, Transportes, Energia, Educação, Assuntos de Veteranos e Segurança Interna, e outros. Quem era o designado no jantar? Segundo a CNN, ao menos 13 membros da linha sucessória estavam no Washington Hilton, onde ocorreu o jantar de sábado. Mais de noticia
O senador Chuck Grassley não estava presente, o que indicava que ao menos um nome da linha sucessória permanecia fora de risco. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou na segunda-feira (27) que houve discussão prévia sobre nomear um “sobrevivente designado”. Contudo, como já se sabia que parte da linha sucessória não compareceria por motivos pessoais, a Casa Branca entendeu que não era necessário isolar formalmente ninguém. Leia também: 'O Diabo Veste Prada 2' Chega aos Cinemas Atualizando a Crítica à Mídia
A função estratégica, inclusive, é tratada na série americana Designated Survivor, um drama político e de suspense criado por David Guggenheim. Foi ao ar por três temporadas: primeiro na ABC (temporadas 1–2) e depois exclusivamente na Netflix (temporada 3), atualmente disponível no último .
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