Fachin volta a defender transparência sobre pagamentos a magistrados
Ler matéria → Nova proposta de delação de Vorcaro ainda não trouxe elementos inéditos, avaliam investigadores
Integrantes da PF entendem que novo texto não é suficiente para justificar um acordo de colaboração. Decisão final será do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
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O novo documento cita o senador Ciro Nogueira, mas investigadores apontam que o banqueiro tenta apenas proteger figuras públicas importantes.
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A defesa do banqueiro tem apenas esta semana para anexar novas informações à proposta de colaboração e tentar convencer a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
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A decisão final sobre a homologação do acordo caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso na Corte.
PF e PGR devem decidem futuro da nova proposta de delação de Vorcaro
A Polícia Federal (PF) avalia que a nova tentativa de acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dificilmente será aceita. Leia também: Janja chama Malafaia de 'insignificante' e cobra atuação de pastores
Segundo fontes ouvidas pela reportagem, o anexo complementar apresentado pela defesa na semana passada não trouxe elementos inéditos capazes de alterar a percepção dos investigadores sobre o caso.
🔎 Delação premiada é um tipo de acordo que presos podem fazer com os investigadores para conseguir redução da pena em troca de passarem informações importantes sobre esquemas criminosos.
De acordo com integrantes da PF, o novo material menciona repasses ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e ao filme "Dark Horse", produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda assim, os investigadores afirmam que as informações apresentadas não são novas e foram incluídas principalmente em tom de justificativa.
Nos bastidores, permanece a avaliação de que Vorcaro tenta preservar figuras públicas e que, até o momento, não apresentou fatos relevantes capazes de contribuir significativamente para as investigações. Mais de politica
A defesa do banqueiro tem apenas esta semana para anexar novas informações à proposta de colaboração e tentar convencer a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR) de que ainda há elementos úteis para o avanço das apurações.
A decisão final sobre a homologação do acordo caberá ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso na Corte.
Na semana passada, Mendonça se reuniu com a defesa de Vorcaro e, nos próximos dias, deve voltar a encontrar o advogado Sérgio Leonardo, responsável pelas negociações. Segundo interlocutores, o ministro tem acompanhado de perto tudo o que vem sendo apresentado pela defesa.
Fontes da Polícia Federal relatam ainda que, nas últimas duas semanas, a equipe de defesa realizou reuniões diárias com Vorcaro, algumas delas com duração superior a seis horas. Leia também: Fachin volta a defender transparência sobre pagamentos a magistrados
A partir da próxima segunda-feira (15), porém, voltará a vigorar o limite de 30 minutos diários para os encontros entre o investigado e seus advogados.
Acordo de colaboração
No mês passado, a PF rejeitou uma primeira versão de delação. O acordo segue sendo negociado com a PF e com a PGR de forma conjunta.
Investigadores vinham reclamando que o material apresentado pela defesa acrescentava pouco em relação ao que já foi levantado pela PF e que a impressão era que Vorcaro agia para proteger pessoas próximas.
A PF aprendeu mais de oito celulares de Daniel Vorcaro e apenas a perícia inicial de parte desses telefones já revelou que o esquema do banqueiro vai além de um esquema de fraudes financeiras, envolvendo corrupção, organização criminosa e uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar dados sigilos.
- STF - Supremo Tribunal Federal
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