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“Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”, diz Lula em artigo no Post
No texto, Lula lembra que a reciprocidade é a base de toda relação entre nações e que o Brasil tem mecanismos para assegurá-la, mas que está pronto a continuar dialogando
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou neste domingo (26) um artigo no jornal The Washington Post rebatendo os argumentos do governo dos Estados Unidos para aplicar novas tarifas de 25% e 12,5% sobre a importação de produtos brasileiros. Lula também alertou que o governo brasileiro está avaliando medidas de reciprocidade e convidou o governo de Donald Trump para continuar o diálogo.
“Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”, escreveu o presidente no artigo reproduzido em sua conta no X. Leia também: Netanyahu diz estar satisfeito com remoção de promotor do Tribunal Internacional
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O artigo ainda afirma que as justificativas do presidente Donald Trump para as tarifas “são infundadas”. Ele destacou que o Pix “não discrimina empresas norte-americanas e é uma referência internacional de infraestrutura pública digital”. Ele acrescentou que seu governo reduziu “drasticamente” o desmatamento e destacou que “liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade nas plataformas de redes digitais”.
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“Respeitamos a soberania de outros Estados e negociamos com todos aqueles que saibam respeitar a nossa. A reciprocidade é a base de toda relação entre nações e temos mecanismos apropriados para assegurá-la. Estamos prontos a continuar dialogando de maneira aberta e construtiva, como o relacionamento entre dois países como o Brasil e os Estados Unidos requer. Mas o destino do Brasil compete apenas aos brasileiros, sem interferência externa, nem subserviência”, conclui o artigo. Leia também: Comando Central dos EUA diz que bloqueio naval imposto ao Irã continua em vigor Mais de economia
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