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Neymar vai jogar em 2030? Entenda o impacto das lesões no futuro do jogador

Entenda o impacto das lesões no futuro do jogador Mesmo sendo mais jovem que Cristiano Ronaldo e Messi, brasileiro passou muito mais tempo no departamento médico ao

Neymar vai jogar em 2030? Entenda o impacto das lesões no futuro do jogador

Neymar vai jogar em 2030? Entenda o impacto das lesões no futuro do jogador Mesmo sendo mais jovem que Cristiano Ronaldo e Messi, brasileiro passou muito mais tempo no departamento médico ao longo de toda a carreira A participação frustrante do Brasil na Copa do Mundo de 2026, que rendeu à seleção sua eliminação mais precoce em 36 anos, também pode ter marcado a despedida do maior artilheiro da história da equipe Canarinho: imediatamente após a derrota para a Noruega, Neymar Jr. deu a entender que não atuaria mais pelo selecionado nacional.

Mas, de lá para cá, o craque já apresentou indícios de que poderia estar mudando de ideia. Reagindo a um vídeo de inteligência artificial que mostra a si mesmo em diferentes fases da carreira, e que termina com o questionamento se não vale tentar trazer a Copa de volta para o Brasil uma última vez, Neymar postou emojis com olhos embargados, reacendendo esperanças nos fãs. Teoricamente, mais um Mundial não seria impossível: em 2030, Neymar terá 38 anos, mais novo do que Lionel Messi e Cristiano Ronaldo na competição atual.

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Mas será que, a despeito da idade, o brasileiro teria condições de atuar em alto nível daqui a quatro anos? Veja o que o histórico de lesões de Neymar pode indicar, e como ele se compara a outras estrelas ainda mais velhas que seguem defendendo seus países. Qual o histórico de lesões de Neymar? Leia também: O sintoma de câncer de intestino que 4 em 10 brasileiros preferem não investigar

O ciclo de Neymar desde a Copa do Mundo de 2022 foi um verdadeiro pesadelo em termos físicos. Enfrentando uma sequência de lesões que incluiu uma das mais graves que um jogador de futebol pode sofrer– a ruptura dos ligamentos do joelho, que o tirou de ação por mais de um ano– ele praticamente não entrou em campo pela Seleção entre uma Copa e outra. Mesmo recuperado do problema no joelho, os dramas físicos seguiram se manifestando de outras formas.

Neymar chegou à edição atual do Mundial machucado, com uma lesão que inicialmente foi descrita como um “edema” mas depois se revelou um problema muscular de grau 2. Ele desfalcou o Brasil nas duas primeiras partidas, contra Marrocos e Haiti, e só entrou no segundo tempo dos duelos com Escócia e Noruega. Diante do Japão, mesmo com condições de jogo, não saiu do banco.

Contra a Noruega, sua entrada em campo coincidiu com o momento em que o “momento” do jogo virou, e o Brasil, até então criando mais chances, passou a criar pouco no ataque. Do lado oposto do campo, a seleção viu Erling Haaland marcar dois gols tardios para sacramentar a eliminação e o fim do sonho do Hexa. Criticado por uma vida pouco regrada fora das quatro linhas, que poderia afetar negativamente sua recuperação, o camisa 10 do Brasil atuou um total de 37 minutos na Copa e marcou um gol, de pênalti, nos segundos finais da partida contra os noruegueses. Mais de saude

Como lesões de Neymar se comparam com as de outros craques? Messi fez 39 anos durante a Copa. Cristiano Ronaldo chegou ao torneio com 41.

Neymar terá 38 em 2030, mas a idade é um fator secundário nesse caso: o grande problema do brasileiro é seu histórico de lesões. Mesmo sendo mais jovem, ao longo de toda a carreira ele sempre passou mais tempo no departamento médico do que as referências de Argentina e Portugal. A plataforma Transfermarkt, especializada em estatísticas do mercado da bola, compila dados relativos às lesões dos três atletas. Leia também: Saúde Premium ganha destaque após novo desdobramento em o acesso a serviços

Considerando o recorte a partir da temporada 2013/14, quando Neymar se transferiu para a Europa, esse é o acumulado de problemas físicos e o tempo em que cada um deles desfalcou seus times em função deles:- Cristiano Ronaldo— 23 lesões, que o deixaram fora de ação por 309 dias (45 jogos)- Lionel Messi— 39 lesões, que exigiram 557 dias de recuperação (101 jogos)- Neymar— 48 lesões, com 1.622 dias afastado dos gramados (268 jogos) É como se, em 13 temporadas, Neymar tivesse passado quase quatro anos e meio só se recuperando de lesões. Esse efeito cumulativo impacta em um menor ritmo de jogo, exigindo mais períodos de readaptação até voltar a jogar em alto nível, e também cria um ciclo vicioso: no caso de lesões musculares, indica uma maior propensão a sofrer com elas de novo.

Para ter alguma chance de contribuir com o Brasil até 2030, a esperança de Neymar é atravessar o próximo quadriênio com menos problemas físicos do que teve na média de sua carreira– algo cada vez mais difícil de se fazer conforme a idade avança.

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