Neymar lesionado e fora dos jogos pré-Copa: o que o quadro realmente significa, segundo médicos “ Com certeza poderá limitar a sua participação”, diz médico sobre lesão de Neymar antes da Copa do Mundo; entenda o diagnóstico de lesão grau dois do jogador O atacante Neymar foi diagnosticado com uma lesão de grau dois na panturrilha, conforme indicado nesta quinta-feira (28), em coletiva de imprensa, pelo médico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Rodrigo Lasmar.
Segundo especialistas, o quadro é mais grave do que o edema muscular, diagnóstico inicialmente informado pelo Santos FC, time do atleta. O atacante estará fora dos jogos amistosos preparatórios para a Copa do Mundo, que começará oficialmente em 11 de junho. Apesar disso, para Lasmar, a expectativa é de que o jogador se recupere em duas a três semanas, o que pode possibilitar a sua participação na competição oficial.
Leia no AINotícia: Panorama da Saúde: Doenças, Alimentação e Bem-Estar Mental
No entanto, segundo especialistas ouvidos pela VEJA SAÚDE, esse tipo de lesão pode levar até um mês e meio para recuperação, além de exigir um retorno gradual às atividades após o tratamento. “Esse prazo depende da extensão da lesão e da evolução individual de cada paciente, exigindo monitoramento diário, assim como o acompanhamento da reabilitação sessão a sessão”, explica o médico do esporte Warlindo Neto, responsável pelo atendimento aos times brasileiros nos Jogos Olímpicos Rio 2016 e Tokyo 2020. Neymar ficará fora da Copa do Mundo?
“ Com certeza poderá limitar a sua participação”, crava o médico do esporte Páblius Braga, do Hospital Nove de Julho, da Rede Américas. O primeiro jogo do Brasil está marcado para 13 de junho, então tudo leva a crer, segundo o especialista, que Neymar ainda estará em tratamento. Leia também: Rita Nova completa 100 dias sem café: os resultados na saúde
“ Com certeza muito melhor, já que conta com uma equipe de fisioterapia muito competente, mas ainda não terá 100% do músculo recuperado”, considera. Segundo Braga, o curto intervalo entre a lesão e o início da competição torna incerto se o jogador conseguirá se recuperar plenamente a tempo de disputar o torneio.
Será necessária uma boa avaliação da equipe médica. “É preciso levar em conta o tempo de tratamento e da retomada de treinamentos”, completa. É que, conforme acrescenta Neto, uma vez recuperado, ainda é necessário realizar todo um preparo físico para que o paciente retorne às suas atividades.
E uma volta precoce ao esporte pode aumentar o risco de novas lesões. “Quanto maior o tempo disponível para essa preparação, melhor tende a ser o resultado, embora nem sempre se tenha o tempo ideal desejado”, pondera o médico. +
O que é uma lesão de grau dois na panturrilha Uma lesão muscular é qualquer dano sofrido pelas fibras musculares. Isso geralmente ocorre devido a esforço físico em excesso, levando as fibras a se esticarem ou contraírem acima da sua capacidade.
O problema pode ocorrer depois de treinos pesados demais, exercícios feitos com o corpo já cansado ou movimentos bruscos sem aquecimento suficiente. O dano, então, pode ser dividido em graus: um (leve), dois (moderado) e três (grave). Quando uma lesão é classificada como grau dois, significa que existe uma ruptura parcial das fibras do músculo afetado. Mais de saude
Fazem parte desse grupo rupturas que atingem entre 5% e 50% das fibras musculares. “Não é considerada uma lesão de grande gravidade, mas exige cuidado e atenção no tratamento”, diz Braga. A título de comparação, no grau
“ um” existe o estiramento dos músculos, mas com pouca ou nenhuma ruptura. Nessa condição, acontece o que é chamado de edema, um tipo de inchaço causado pela presença de líquido entre as fibras. Leia também: Enquete ganha destaque após novo desdobramento em na última reportagem de capa
Já no terceiro estágio, ocorre ruptura total das fibras musculares ou separação do músculo do tendão, acompanhados de dor severa, hematoma extenso e uma perda quase total de função do músculo afetado. Sintomas Quando ocorre um quadro de grau dois (moderado), os sintomas geralmente aparecem de forma repentina.
Imediatamente após se lesionar, o paciente sente uma dor forte na região afetada, acompanhada de dificuldade para movimentar o músculo, tanto para contrair quanto para alongar. Em muitos casos, tarefas e exercícios que antes eram simples passam a ficar difíceis ou impossíveis de executar. Também podem surgir hematomas, inchaço ou manchas arroxeadas, que podem ser sinais de que houve sangramento no local da lesão.
Como é feito o tratamento Depende do grau e extensão do dano, mas a estratégia mais utilizada é um combo entre descanso, uso de compressas de gelo e fisioterapia. Nos casos mais intensos, também é preciso fazer uma reabilitação gradual: o retorno aos exercícios deve acontecer aos poucos, com aumento progressivo da carga e da intensidade.
Roger Toshimitsu, ortopedista e médico do esporte do Hospital Samaritano Paulista, explica que também podem ser aplicadas terapias regenerativas, como o Plasma Rico em Plaquetas (PRP), um tratamento tecnológico que utiliza componentes do sangue do próprio paciente para acelerar a cicatrização e estimular a regeneração de tecidos. O benefício desse tratamento, contudo, não é totalmente comprovado pela ciência. Por fim, de maneira geral, a recuperação exige monitoramento diário e acompanhamento da reabilitação sessão a sessão.
Leia também no AINotícia
- O que se sabe sobre a saúde de Michael Schumacher? Socorristas quebram silêncioSaude · agora
- ANS define teto de 5,11% de reajuste para planos de saúde; veja quem entra naSaude · 4h atrás
- Guia de vacinação do adulto: as 14 vacinas que você precisa tomar até a velhiceSaude · 4h atrás
- O abraço que inaugura a vida: contato pele a pele transforma os primeirosSaude · 8h atrás

