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- A Netflix está considerando criar canais lineares séries, filmes e programas de TV, além de pacotes com streamings de outras empresas.
- As ações da Netflix caíram mais de 40% nos últimos 12 meses, e a empresa busca aumentar o engajamento dos usuários.
- A plataforma de streaming pode incluir eventos esportivos, como a Copa do Mundo, e conteúdos de baixo custo, como podcasts e vídeos curtos.
Executivos da Netflix estão considerando criar canais lineares com transmissão de séries e filmes, bem como incluir streamings de outras empresas em sua plataforma. As medidas seriam uma forma de reverter a queda nas métricas de engajamento dos telespectadores.
Essas informações estão em uma reportagem do Wall Street Journal, que falou com pessoas familiarizadas com o assunto sob condição de anonimato.
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Como seriam os canais e os pacotes da Netflix?
Os canais com programação linear, seguindo uma grade preestabelecida, exibiram programas de TV específicos, ou ainda séries e filmes de determinados gêneros. Pense em um canal que sempre passa Seinfeld e outro que exibe séries e filmes policiais o dia todo, por exemplo.
Já os pacotes com outros serviços de streaming seriam vendidos pelo próprio aplicativo e poderiam ser acessados pela própria plataforma. O resultado seria parecido com o que o Amazon Prime Video e a Apple TV já fazem há alguns anos, tentando ser uma espécie de hub para todas as assinaturas. Leia também: União Europeia acusa Facebook e Instagram de “design viciante”
Tanto os canais quanto os streamings ficariam na home do aplicativo da Netflix, concorrendo com o espaço dedicado às produções da própria empresa, no que seria uma mudança considerável em relação ao que a companhia faz até hoje.
Por que a Netflix quer canais e outros streamings?
Segundo as fontes ouvidas pelo WSJ, as métricas de engajamento da Netflix estão caindo. Elas mostram quanto tempo as pessoas passam assistindo ao conteúdo da plataforma e com que frequência veem séries e filmes até o fim.
Como explica o jornal, essa métrica é muito importante para a indústria do entretenimento, pois sinaliza que os consumidores estão satisfeitos e menos propensos a cancelar suas assinaturas. Ter canais e outros streamings seria uma forma de “segurar” a audiência.
As ações da Netflix caíram mais de 40% nos últimos 12 meses, e a empresa vem reportando margens operacionais cada vez menores ano após ano. Nos Estados Unidos, sua fatia da audiência, segundo a Nielsen, corresponde a 7,8%, o menor nível desde maio de 2025. Mais de tecnologia
O mercado de streaming está cada vez mais disputado. A Paramount trabalha para fechar a aquisição da Warner Bros. Discovery depois de um acordo no valor de US$ 111 bilhões e, em junho de 2026, a Fox Corp comprou o Roku por US$ 22 bilhões.
Quais são os outros planos da Netflix?
Para se manter competitiva, a empresa passou a exibir podcasts em vídeo, conteúdos previamente lançados no YouTube e vídeos curtos de parceiros como BuzzFeed e Condé Nast. Esse tipo de material tem custo bem menor que as séries e filmes que a Netflix produz. Além disso, pode ajudar a aumentar o engajamento. Leia também: Tecnologia em Destaque: Ofertas, IA, Carros Elétricos e IA da OpenAI
Na França, a Netflix passou a transmitir o canal TF1. O parceiro se disse muito satisfeito com a audiência vinda da plataforma. A companhia de streaming pode procurar acordos semelhantes na Europa e na América Latina, segundo algumas fontes ouvidas pelo WSJ.
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Escrito
Giovanni Santa Rosa
Repórter
Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.
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