Sua mão esquerda pode virar um cartão de crédito e a direita, o Pix
Ler matéria →Uma missão inédita da NASA para prolongar a vida útil de um telescópio espacial enfrenta dificuldades após a espaçonave responsável pelo resgate perder o controle em órbita. Segundo a agência espacial e a empresa Katalyst Space, o veículo começou a girar sem controle após uma série de falhas, colocando em risco a continuidade da operação.
A companhia trabalha para estabilizar a espaçonave utilizando sistemas de backup antes que a NASA decida se a missão poderá seguir normalmente.
Leia no AINotícia: Tecnologia e Esporte: Resumo das Notícias da Semana
Esta é a primeira vez que a agência espacial contrata uma empresa privada para elevar a órbita de um de seus telescópios espaciais, permitindo que ele continue operando além da vida útil originalmente prevista. Leia também: Samsung supera estimativas de lucro com demanda por chips de IA à toda
Missão busca prolongar operação do observatório Swift
- O alvo da missão é o Observatório Neil Gehrels Swift, lançado em 2004 para detectar e apontar rapidamente seus instrumentos para fenômenos astronômicos de curta duração, como explosões de raios gama;
- Com o passar dos anos, o observatório foi perdendo altitude gradualmente devido ao atrito residual da atmosfera terrestre;
- A missão da Katalyst Space consiste em acoplar uma espaçonave ao telescópio e impulsioná-lo para uma órbita mais elevada, prolongando sua operação científica;
- A espaçonave LINK foi lançada em 3 de julho a bordo de um foguete Pegasus, da Northrop Grumman;
- Nas semanas seguintes ao lançamento, as equipes realizaram o processo de comissionamento do veículo, ativando e testando seus diversos sistemas antes da aproximação com o telescópio Swift;
- Entretanto, durante o fim de semana, a espaçonave passou a apresentar dificuldades para manter sua orientação e começou a girar sem controle;
- Segundo a NASA, o movimento provocou “comunicações esporádicas” com o veículo, provavelmente porque a antena deixou de apontar para a Terra durante a rotação.

Leia mais:
- Nasa prevê retorno à Lua em 2028 com construção de base lunar
- Após 20 anos, missão da NASA revela nova pista sobre Marte
- O plano da NASA para encontrar buracos negros parece ficção científica
Rodas de reação e propulsores falharam
Para tentar recuperar o controle, os engenheiros passaram a utilizar um conjunto alternativo de propulsores com o objetivo de reduzir a rotação do veículo.
Em comunicado, a equipe afirmou que “já iniciamos essa série de acionamentos e estamos vendo o efeito pretendido”.
A Katalyst Space também informou ao TechCrunch que a operação continua em andamento. “Esta continua sendo uma missão ativa, e seguimos com os planos de encontrar o Swift”, declarou a empresa. Mais de tecnologia
Missão foi desenvolvida em ritmo acelerado
Antes do lançamento, o investigador principal da missão na Katalyst Space, Kieran Wilson, explicou que a espaçonave precisou ser desenvolvida em um período extremamente curto devido à urgência de elevar a órbita do telescópio.
“Tudo isso é desafiador e arriscado”, afirmou. “Há muitas espaçonaves que tiveram ciclos de desenvolvimento muito mais longos, com muito mais financiamento, e que falharam por razões banais”, acrescentou. Leia também: Situação crítica ganha destaque após novo desdobramento em quem é asha sharma?
Empresa também desperta interesse militar
Em junho, a Katalyst Space concluiu uma rodada de investimentos de US$ 12 milhões (R$ 61,6 milhões), liderada pela Fortitude Ventures e pela Geodesic Capital, para apoiar a missão.
Além do financiamento privado, a empresa também recebeu recursos das Forças Armadas dos Estados Unidos, que demonstram interesse em desenvolver veículos capazes de realizar manutenção em satélites em órbita ou monitorar espaçonaves consideradas rivais.
Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
Tags:
Nasa
Robôs
telescópio espacial
Notícias relacionadas
Ciência e Espaço
Tornado atinge RS; meteorologistas alertam para novos fenômenos
Rodrigo Mozelli
Ciência e Espaço
Asteroide que matou dinossauros pode ter provocado incêndios em todo o planeta
Wagner Edwards
Ciência e Espaço
Nuvens de fogo: o fenômeno que transforma incêndios em tempestades
Valdir Antonelli
Leia também no AINotícia
- Sua mão esquerda pode virar um cartão de crédito e a direita, o PixTecnologia · 4h atrás
- Google acende alerta em Wall Street; Amazon, Microsoft e Meta podem pagarTecnologia · 4h atrás
- Aeroporto londrino lança estacionamento robótico; conheçaTecnologia · 4h atrás
- Após 20 anos, missão da NASA revela nova pista sobre MarteTecnologia · 8h atrás


