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Ler matéria →Inicialmente, a missão Artemis 3 seria responsável por realizar o primeiro pouso humano na Lua desde a era Apollo, finalizada em 1972. No entanto, conforme noticiado pelo Olhar Digital, houve uma revisão do planejamento, transferindo essa função para a Artemis 4, que deve ser lançada em 2028.
Com isso, a etapa seguinte ao sucesso que foi a Artemis 2 deixará de ser uma descida lunar e passará a funcionar como um voo tripulado de testes em órbita da Terra, previsto para ocorrer em 2027. E, nesta terça-feira (9), a agência vai anunciar, em transmissão ao vivo a partir do meio-dia (pelo horário de Brasília), os nomes dos quatro astronautas que vão integrar essa missão.
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Entre os nomes mais cotados para integrar a tripulação da Artemis 3, Raja Chari, Nicole Mann, Kayla Barron e Andre Douglas ocupam os quatro primeiros lugares.
A possibilidade de participação internacional também está em análise. O Canadá já teve presença na Artemis 2, e a Agência Espacial Europeia (ESA) pode indicar um astronauta para a nova missão. Entre os nomes citados estão Samantha Cristoforetti, Matthias Maurer e Alexander Gerst.
Como será a missão Artemis 3
A Artemis 3 será uma das missões mais complexas já realizadas pela NASA. Pela primeira vez, a agência coordenará uma operação com múltiplos lançamentos e forte participação de empresas privadas. Estão envolvidos a cápsula Orion, da própria NASA, e os módulos de pouso desenvolvidos pela SpaceX (Starship) e pela Blue Origin (Blue Moon Mark 2). Leia também: IPO ganha destaque após novo desdobramento em ipo: openai se prepara

A missão começará com o lançamento da Orion pelo foguete Space Launch System (SLS), a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. A espaçonave levará quatro astronautas para a órbita baixa da Terra. Diferentemente do plano original, o foguete não usará um estágio superior com propulsão ativa.
No lugar desse sistema, será instalado um “espaçador”, uma estrutura com a mesma massa e dimensões do estágio superior, mas sem motores. Esse componente mantém a configuração física do foguete semelhante à de missões futuras. Ele está sendo produzido no Centro Marshall, no Alabama, onde engenheiros trabalham na fabricação e preparação das peças estruturais.

Após o lançamento, a cápsula Orion utilizará seu módulo de serviço, desenvolvido na Europa, para realizar manobras e estabilizar sua órbita ao redor da Terra. Esse sistema é responsável pela propulsão, energia e controle da nave durante toda a missão.
A escolha por manter a operação em órbita terrestre traz vantagens importantes. Segundo a NASA, esse modelo amplia as possibilidades de lançamento e facilita a coordenação entre os diferentes veículos envolvidos. Isso inclui a Orion e os protótipos dos módulos de pouso das empresas parceiras.
Durante a missão, os astronautas poderão entrar em pelo menos um dos módulos de pouso em teste. Essa etapa permitirá avaliar como será a movimentação da tripulação entre espaçonaves e testar os sistemas de acoplamento em condições reais. Mais de tecnologia
Os astronautas também passarão mais tempo dentro da Orion do que na missão Artemis 2, o que permitirá uma análise mais detalhada dos sistemas de suporte à vida, como controle de temperatura, fornecimento de oxigênio e reciclagem de recursos essenciais.

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Orion faz primeiro teste de acoplamento em órbita com astronautas a bordo
Outro ponto central será a demonstração do sistema de acoplamento da Orion. Pela primeira vez, a NASA pretende testar completamente essa tecnologia em uma missão tripulada. Esse sistema será fundamental para futuras operações em órbita lunar e também para missões mais distantes, como as planejadas para Marte. Leia também: Estados Unidos dizem que BYD colabora com militares na China; entenda
A missão também incluirá testes de um novo escudo térmico durante o retorno da cápsula à Terra. O acessório foi projetado para suportar temperaturas extremas na reentrada e aumentar a segurança em trajetórias mais exigentes.
É possível que o anúncio dos nomes dos tripulantes venha acompanhado de mais detalhes do voo, como a duração da missão e possíveis atividades científicas em órbita. A agência também estuda novas formas de comunicação com a Terra, já que a Rede de Espaço Profundo (DSN), que apoiou a Artemis 2, não será utilizada desta vez.
Outra possibilidade em análise é o lançamento de pequenos satélites CubeSats durante a missão, com participação de instituições e empresas parceiras. Esses experimentos devem ampliar o alcance científico do voo.
Podemos perceber que, mesmo sem pousar na Lua, a Artemis 3 será uma etapa fundamental do programa, como um grande teste geral, preparando tecnologias, procedimentos e equipes para o retorno humano à superfície lunar e para futuras missões tripuladas a Marte.
Flavia Correia
Flávia Correia é jornalista do Olhar Digital, cobrindo Ciência e Espaço.
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