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Ler matéria →A NASA publicou uma espécie de teaser da Artemis 3 no domingo (07). No vídeo, a agência informa que vai apresentar a tripulação da missão espacial na terça-feira (09). A apresentação está agendada para o meio-dia, no horário de Brasília. E será transmitida ao vivo no canal da agência no YouTube.
Na descrição do vídeo, a NASA diz que a Artemis 3 “testará as capacidades de encontro e acoplamento com módulos de pouso comerciais em órbita baixa da Terra”. “Módulos de pouso comerciais são necessários para levar astronautas à superfície lunar durante as futuras missões Artemis”, acrescenta a agência no texto (você vai entender ao longo dessa matéria).
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Para a agência, a Artemis 3 é “uma das missões mais complexas da história”. “Na era de ouro da exploração, nosso próximo passo começa na órbita da Terra”, diz o texto que passa intercalado a cenas relacionadas à missão no teaser. Assista abaixo:
O que é e como vai ser a missão Artemis 3 da NASA
A Artemis 3 vai ser um voo de testes tripulado na órbita da Terra para validar tecnologias importantes.
Inicialmente planejada para executar o primeiro pouso humano na Lua desde o fim da era Apollo em 1972, a missão Artemis 3 passou por uma revisão de planejamento. A função de descer ao solo lunar foi transferida para a Artemis 4, cujo lançamento está programado para 2028. Leia também: Amazon Prime Video: lançamentos da semana (8 a 14 de junho)
Com essa reestruturação, a etapa seguinte à Artemis 2 vai funcionar como um voo tripulado de testes na órbita da Terra, com previsão para ocorrer em 2027. O objetivo principal é validar tecnologias e operações essenciais para futuras missões, o que deve reduzir riscos antes do retorno dos astronautas ao solo lunar.
A missão é considerada uma das mais complexas já executadas pela NASA por envolver, pela primeira vez, múltiplos lançamentos e forte participação de empresas privadas. Além da cápsula Orion, desenvolvida pela própria agência espacial, a operação contará com os protótipos dos módulos de pouso Starship, da SpaceX, e Blue Moon Mark 2, da Blue Origin.
Em vez de pousar na Lua, a Artemis 3 servirá como uma etapa intermediária para verificar se essas diferentes espaçonaves, sistemas e equipes conseguem operar de forma integrada e segura.
O processo começará com o lançamento da cápsula Orion pelo foguete Space Launch System (SLS), a partir do Centro Espacial Kennedy, na Flórida (EUA), levando quatro astronautas para a órbita baixa da Terra (você os conhecerá nesta terça). Mais de tecnologia
Diferentemente do plano original, o foguete não usará um estágio superior com propulsão ativa. Em seu lugar, será instalado um “espaçador” sem motores, que mantém o peso e as dimensões físicas semelhantes às de missões futuras.
Após o lançamento, a Orion utilizará seu módulo de serviço europeu para executar as manobras e estabilizar sua órbita ao redor da Terra.
Durante o período em órbita terrestre, os astronautas passarão mais tempo dentro da Orion do que na missão Artemis 2 para testar os sistemas de suporte à vida, como o controle de temperatura, o fornecimento de oxigênio e a reciclagem de recursos. Leia também: WWDC 2026: como assistir à conferência da Apple
A tripulação também testará os sistemas de acoplamento em condições reais, com a oportunidade de entrar em pelo menos um dos módulos de pouso parceiros para avaliar a movimentação interna.
Por fim, a missão demonstrará pela primeira vez o sistema de acoplamento da Orion num voo tripulado. E testará um novo escudo térmico projetado para suportar temperaturas extremas na reentrada da cápsula à Terra.
Pedro Spadoni
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.
Bruno Capozzi
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
Tags:
Artemis 3
Nasa
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