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Narcolepsia ganha destaque após novo desdobramento em narcolepsia: entenda o distúrbio que causa sono incontrolável durante o dia doença rara é caracterizada pelo sono excessivo e pode aumentar risco

Narcolepsia: entenda o distúrbio que causa sono incontrolável durante o dia Doença rara é caracterizada pelo sono excessivo e pode aumentar risco de acidentes na rotina

Narcolepsia ganha destaque após novo desdobramento em <p>narcolepsia: entenda o distúrbio que causa sono incontrolável durante o dia doença rara é caracterizada pelo sono excessivo e pode aumentar risco de acidentes na rotina sono incontrolável e excessivo durante o dia, perda súbita da força muscular, problemas para ter uma noite completa e tranquila de descanso. esses são os principais sintomas apresentados por quem vive com narcolepsia, um distúrbio do sono que afeta uma a cada 2 mil pessoas, segundo registrado pela organização nacional de distúrbios raros (nord, na sigla em inglês). “</p> <p>a narcolepsia é uma doença neurológica crônica do sono, rara e subdiagnosticada”, define lúcio huebra, neurologista e membro titular da academia brasileira do sono (abs). “ o sintoma mais marcante é a sonolência excessiva diurna, com uma necessidade irresistível de dormir ao longo do dia, predispondo o indivíduo a adormecer em situações inadequadas, mesmo após uma noite de sono aparentemente normal.</p> <p>” não raro, além de saias justas, quem tem narcolepsia também pode passar por apuros mais sérios, como quedas e acidentes — quando o sono ou a perda do controle muscular dão as caras no meio do trânsito ou diante de emoções muito fortes, por exemplo. a seguir, entenda o que é a doença, o que se sabe sobre as causas e quais tratamentos podem ajudar os pacientes a lidarem com a condição. o que é narcolepsia?</p> <p>a narcolepsia é uma doença neurológica crônica marcada pela dificuldade de permanecer acordado por longos períodos. a condição foi descrita pela primeira vez em 1880 pelo neuropsiquiatra francês jean-baptiste-édouard gélineau, que cunhou o nome do transtorno, que vêm no grego nárke (estupor, entorpecimento) e lepsis (ataque). é um distúrbio do sono raro que afeta homens e mulheres igualmente e, no geral, se inicia entre 7 e 25 de anos de idade.</p> <p>uma cartilha sobre a doença criada pela abs chama a atenção para o fato de que o desconhecimento sobre a condição pode levar a um atraso no tratamento de 8 a 15 anos — o que pode prejudicar o desenvolvimento psicológico, social e cognitivo do indivíduo com narcolepsia. - paralisia do sono (incapacidade de se mover ao começar a dormir ou ao acordar); - alucinações ao cair no sono e ao despertar; - sono fragmentado durante a noite (pode piorar a sonolência diurna).</p> <p>estima-se que mais da metade dos pacientes com narcolepsia sofrem de cataplexia. ela pode se limitar a algumas partes do corpo ou afetar o corpo inteiro, levando o indivíduo a quedas. o sintoma geralmente é desencadeado por alguma emoção forte, que, no geral, é positiva (como risos, gargalhadas e surpresas), mas pode também ser provocada por experiências negativas (como sustos ou raiva).</p> <p>a cataplexia dura de alguns segundos a poucos minutos e deve ser diferenciada de um desmaio. “ o indivíduo pode ter uma queda ao solo, porém está completamente consciente, não fica desacordado.</p> <p>ele percebe tudo que ocorre ao seu redor, mesmo que não consiga se movimentar ou responder à situação”, distingue huebra. “diferentemente da síncope, em que há perda da consciência breve, como se houvesse um apagão de poucos segundos. ”</p> <p>outra característica de quem tem narcolepsia é que a pessoa entra na fase final do sono, chamada de sono com movimento rápido dos olhos (sono rem), muito rápido, em cerca de 15 minutos após adormecerem — sendo que, normalmente, ele costuma ocorrer após 90 minutos de sono. durante a noite, passamos por vários ciclos de sono rem enquanto dormimos. é nessa fase em que sonhamos.</p> <p>causas complexa, pode-se dizer que a narcolepsia é influenciada por uma série de fatores, genéticos, imunológicos e ambientais. no geral, ela está associada à deficiência de hipocretina, um dos neurotransmissores responsáveis por nos manter alertas, atuando na regulação do ciclo de sono-vigília. “</p> <p>a principal hipótese é de que haja uma inflamação do hipotálamo (região onde se localizam os neurônios produtores da hipocretina) de origem autoimune, ou seja, em que o próprio corpo produz de forma inadequada anticorpos contra suas próprias células”, explica o médico do sono. “ a baixa ou falta da hipocretina gera uma instabilidade do sono e uma deficiência no estado de alerta, gerando a sonolência diurna excessiva e os demais sintomas da narcolepsia”, descreve.</p> <p>a principal variante genética relacionada à narcolepsia é a hla-dqb1*06:02, fortemente associada ao tipo 1 da doença (que apresenta cataplexia). além disso, a condição também pode se desencadeada por lesões cerebrais decorre infecções virais (como o vírus influenza), inflamações, isquemias (como avc) e tumores na região do hipotálamo lateral. diagnóstico</p> <p>o primeiro passo para identificar a doença é passar por uma avaliação com um médico do sono — geralmente um neurologista. a suspeita do diagnóstico começa a partir dos sintomas relatados pelo paciente em consulta. “para confirmação, é realizado um monitoramento do sono por polissonografia noturna, avaliando a qualidade do sono e descartando outros distúrbios que possam simular essa doença”, diz huebra.</p> <p>“ além disso, realiza-se o monitoramento diurno, com o teste de múltiplas latências do sono, com o qual avaliamos qual a tendência do indivíduo em realizar cochilos durante o dia e se entra precocemente em sono rem, como é típico da doença. ”</p> <p>segundo o médico, em alguns caso, também pode ser necessário dosar a hipocretina no líquor. o procedimento é realizado com uma punção na região lombar. casos que apresentem cataplexia são classificados como narcolepsia tipo 1 e, quando não há a perda do tônus muscular, configura-se como tipo 2.</p> <p>tratamento a doença não tem cura, mas é possível tratá-la combinando hábitos saudáveis e uso de medicações. ter uma rotina regular, cochilos programados e seguir as orientações de higiene do sono são fundamentais.</p> <p>“ para minimizar a sonolência diurna é importante cuidar bem do sono da noite, respeitando os horários e adquirindo uma boa higiene do sono. qualquer privação de sono pode ser impactante.</p> <p>além disso, cochilos programados ao longo do dia garantem mais disposição e evitam o adormecer de forma súbita e acidental”, orienta o neurologista. o médico também recomenda que pacientes e familiares procurem rede de apoio. “no brasil, a associação brasileira de narcolepsia e hipersônia idiopática (abranhi) oferece suporte e realiza atividades educativas sobre a doença”, indica.</p> <p>quem apresenta cataplexia deve tomar um cuidado maior para evitar situações de risco e manejar bem as emoções. “se não tiver um bom controle da doença, evite momentos de vulnerabilidade, que podem resultar em queda e acidentes mais graves, como esportes radicais, natação, trabalhos com altura, condução de veículos ou máquinas pesadas“, lista huebra. o uso de medicamentos é outro pilar do tratamento.</p> <p>“ são utilizados estimulantes (como metilfenidato, modafinil e lisdexanfetamina) ou promotores da vigília (como pitolisante e solriamfetol) para minimizar a sonolência durante o dia”, cita. há também remédios próprios para o controle da cataplexia, como oxibato de sódio e certos antidepressivos.</p> <p>“ estimulantes naturais, como a cafeína, também podem ser recomendados pelos médicos”, afirma. o tratamento deve ser personalizado e acompanhado regularmente pelo médico de confiança, a fim de evitar efeitos colaterais.</p> <p>entre os sinais de que o tratamento pode precisa de ajustes na prescrição estão o surgimento de insônia, ansiedade, hipertensão e arritmias. quando bem orientado, o tratamento é seguro e eficaz.</p>

Narcolepsia: entenda o distúrbio que causa sono incontrolável durante o dia Doença rara é caracterizada pelo sono excessivo e pode aumentar risco de acidentes na rotina Sono incontrolável e excessivo durante o dia, perda súbita da força muscular, problemas para ter uma noite completa e tranquila de descanso. Esses são os principais sintomas apresentados por quem vive com narcolepsia, um distúrbio do sono que afeta uma a cada 2 mil pessoas, segundo registrado pela Organização Nacional de Distúrbios Raros (Nord, na sigla em inglês). “

A narcolepsia é uma doença neurológica crônica do sono, rara e subdiagnosticada”, define Lúcio Huebra, neurologista e membro titular da Academia Brasileira do Sono (ABS). “ O sintoma mais marcante é a sonolência excessiva diurna, com uma necessidade irresistível de dormir ao longo do dia, predispondo o indivíduo a adormecer em situações inadequadas, mesmo após uma noite de sono aparentemente normal.

Leia no AINotícia: Panorama do Entretenimento: Bilheteria recorde e clássicos repaginados

” Não raro, além de saias justas, quem tem narcolepsia também pode passar por apuros mais sérios, como quedas e acidentes — quando o sono ou a perda do controle muscular dão as caras no meio do trânsito ou diante de emoções muito fortes, por exemplo. A seguir, entenda o que é a doença, o que se sabe sobre as causas e quais tratamentos podem ajudar os pacientes a lidarem com a condição. O que é narcolepsia?

A narcolepsia é uma doença neurológica crônica marcada pela dificuldade de permanecer acordado por longos períodos. A condição foi descrita pela primeira vez em 1880 pelo neuropsiquiatra francês Jean-Baptiste-Édouard Gélineau, que cunhou o nome do transtorno, que vêm no grego nárke (estupor, entorpecimento) e lepsis (ataque). É um distúrbio do sono raro que afeta homens e mulheres igualmente e, no geral, se inicia entre 7 e 25 de anos de idade.

Uma cartilha sobre a doença criada pela ABS chama a atenção para o fato de que o desconhecimento sobre a condição pode levar a um atraso no tratamento de 8 a 15 anos — o que pode prejudicar o desenvolvimento psicológico, social e cognitivo do indivíduo com narcolepsia. - paralisia do sono (incapacidade de se mover ao começar a dormir ou ao acordar); - alucinações ao cair no sono e ao despertar; - sono fragmentado durante a noite (pode piorar a sonolência diurna). Leia também: 'Vitória da fé, da ciência e da energia positiva das pessoas', diz paciente após remissão completa de câncer

Estima-se que mais da metade dos pacientes com narcolepsia sofrem de cataplexia. Ela pode se limitar a algumas partes do corpo ou afetar o corpo inteiro, levando o indivíduo a quedas. O sintoma geralmente é desencadeado por alguma emoção forte, que, no geral, é positiva (como risos, gargalhadas e surpresas), mas pode também ser provocada por experiências negativas (como sustos ou raiva).

A cataplexia dura de alguns segundos a poucos minutos e deve ser diferenciada de um desmaio. “ O indivíduo pode ter uma queda ao solo, porém está completamente consciente, não fica desacordado.

Ele percebe tudo que ocorre ao seu redor, mesmo que não consiga se movimentar ou responder à situação”, distingue Huebra. “Diferentemente da síncope, em que há perda da consciência breve, como se houvesse um apagão de poucos segundos. ”

Outra característica de quem tem narcolepsia é que a pessoa entra na fase final do sono, chamada de sono com movimento rápido dos olhos (sono REM), muito rápido, em cerca de 15 minutos após adormecerem — sendo que, normalmente, ele costuma ocorrer após 90 minutos de sono. Durante a noite, passamos por vários ciclos de sono REM enquanto dormimos. É nessa fase em que sonhamos.

Causas Complexa, pode-se dizer que a narcolepsia é influenciada por uma série de fatores, genéticos, imunológicos e ambientais. No geral, ela está associada à deficiência de hipocretina, um dos neurotransmissores responsáveis por nos manter alertas, atuando na regulação do ciclo de sono-vigília. “ Mais de saude

A principal hipótese é de que haja uma inflamação do hipotálamo (região onde se localizam os neurônios produtores da hipocretina) de origem autoimune, ou seja, em que o próprio corpo produz de forma inadequada anticorpos contra suas próprias células”, explica o médico do sono. “ A baixa ou falta da hipocretina gera uma instabilidade do sono e uma deficiência no estado de alerta, gerando a sonolência diurna excessiva e os demais sintomas da narcolepsia”, descreve.

A principal variante genética relacionada à narcolepsia é a HLA-DQB1*06:02, fortemente associada ao tipo 1 da doença (que apresenta cataplexia). Além disso, a condição também pode se desencadeada por lesões cerebrais decorre infecções virais (como o vírus influenza), inflamações, isquemias (como AVC) e tumores na região do hipotálamo lateral. Diagnóstico

O primeiro passo para identificar a doença é passar por uma avaliação com um médico do sono — geralmente um neurologista. A suspeita do diagnóstico começa a partir dos sintomas relatados pelo paciente em consulta. “Para confirmação, é realizado um monitoramento do sono por polissonografia noturna, avaliando a qualidade do sono e descartando outros distúrbios que possam simular essa doença”, diz Huebra. Leia também: Maíra Cardi pede orações para a filha internada: entenda o que é a bronquiolite

“ Além disso, realiza-se o monitoramento diurno, com o teste de múltiplas latências do sono, com o qual avaliamos qual a tendência do indivíduo em realizar cochilos durante o dia e se entra precocemente em sono REM, como é típico da doença. ”

Segundo o médico, em alguns caso, também pode ser necessário dosar a hipocretina no líquor. O procedimento é realizado com uma punção na região lombar. Casos que apresentem cataplexia são classificados como narcolepsia tipo 1 e, quando não há a perda do tônus muscular, configura-se como tipo 2.

Tratamento A doença não tem cura, mas é possível tratá-la combinando hábitos saudáveis e uso de medicações. Ter uma rotina regular, cochilos programados e seguir as orientações de higiene do sono são fundamentais.

“ Para minimizar a sonolência diurna é importante cuidar bem do sono da noite, respeitando os horários e adquirindo uma boa higiene do sono. Qualquer privação de sono pode ser impactante.

Além disso, cochilos programados ao longo do dia garantem mais disposição e evitam o adormecer de forma súbita e acidental”, orienta o neurologista. O médico também recomenda que pacientes e familiares procurem rede de apoio. “No Brasil, a Associação Brasileira de Narcolepsia e Hipersônia Idiopática (Abranhi) oferece suporte e realiza atividades educativas sobre a doença”, indica.

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