Empresa diz que vai demitir motorista de ônibus que parou para passageiro
Ler matéria →Um homem foi preso em Americana, interior de São Paulo, no último domingo (3), sob suspeita de agredir a companheira. A prisão ocorreu após a mulher, em um ato de desespero e coragem, utilizar o "X" vermelho na palma da mão — um sinal da campanha de enfrentamento à violência doméstica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) — para pedir ajuda silenciosamente a uma funcionária de um estabelecimento comercial, que prontamente acionou a Guarda Municipal (GM), segundo informações divulgadas.
O Resgate Silencioso em Americana
O episódio que levou à detenção do agressor aconteceu na Rua Orlando Dei Santi. De acordo com a Guarda Municipal de Americana, a vítima desenhou o "X" com batom na palma da mão e o exibiu à funcionária do comércio. A colaboradora, reconhecendo o gesto amplamente divulgado, agiu rapidamente, contatando as autoridades. Leia também: Dark Horse ganha destaque após novo desdobramento em dark horse: produtora cita
A equipe da GM abordou o suspeito e, em conversa reservada com a mulher, ela confirmou ser vítima de agressões físicas e psicológicas por parte do marido. No mesmo dia da ocorrência, o agressor teria quebrado seu celular, puxado seu cabelo e a impedido de sair de casa. A oportunidade de ir ao comércio foi crucial para que ela pudesse pedir ajuda de forma discreta, o que, conforme a GM, foi fundamental para a intervenção. Após o resgate, a vítima foi encaminhada para atendimento médico e o caso foi registrado na Polícia Civil. O suspeito permanece à disposição da Justiça.
O Sinal do 'X': Uma Campanha de Visibilidade Nacional
O gesto do "X" vermelho na palma da mão é a peça central de uma campanha do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), lançada em 2020. A iniciativa visa oferecer um mecanismo discreto para que mulheres em situação de violência doméstica possam sinalizar sua necessidade de socorro imediato, especialmente em locais públicos onde o agressor possa estar presente.
Segundo o CNJ, a campanha já conta com a adesão de aproximadamente 15 mil pontos em todo o Brasil, incluindo farmácias, prefeituras, órgãos do Poder Judiciário e agências do Banco do Brasil. Nesses locais, os atendentes são instruídos a reconhecer o sinal e a acionar as autoridades policiais sem expor a vítima, garantindo sua segurança e privacidade. Mais de noticia
Como Funciona a Denúncia Silenciosa
Para que o "Sinal do X" seja eficaz, o CNJ detalha um protocolo de atuação: Leia também: Andy Burnham se candidata à sucessão de Keir Starmer no Reino Unido
- A mulher deve desenhar um "X" vermelho (com batom, caneta ou outro material) na palma da mão ou em um pedaço de papel, tornando o sinal visível discretamente.
- Ao ver o sinal, o atendente do estabelecimento deve, de forma reservada, obter o nome, telefone e endereço da vítima.
- Em seguida, o profissional deve ligar para o número 190, acionando a Polícia Militar.
- Se possível, a vítima deve ser conduzida a um local reservado para aguardar a chegada da polícia, sempre com discrição e sigilo.
- É fundamental que a vontade da vítima seja respeitada caso ela manifeste não querer a presença da polícia naquele exato momento.
- Se houver flagrante, a Polícia Militar encaminha vítima e agressor à delegacia para os procedimentos legais, como o registro de boletim de ocorrência e solicitação de medidas protetivas.
O que se sabe até agora
- No domingo (3), uma mulher em Americana (SP) usou o sinal de "X" vermelho na mão para pedir socorro em um comércio.
- Uma funcionária reconheceu o gesto, parte da campanha "Sinal Vermelho" do CNJ, e acionou a Guarda Municipal.
- O marido da vítima foi preso, sob acusação de agressões físicas e psicológicas.
- A mulher relatou que o agressor quebrou seu celular, puxou seu cabelo e a impedia de sair de casa.
- A campanha "Sinal Vermelho" do CNJ, lançada em 2020, instrui estabelecimentos a acionar o 190 ao verem o "X", garantindo discrição.
O caso de Americana ressalta a importância vital de campanhas como a do 'Sinal do X' e a coragem das vítimas em buscar ajuda. Ações discretas, aliadas à conscientização da população e ao preparo dos profissionais em estabelecimentos comerciais, são ferramentas poderosas no combate à violência doméstica, oferecendo um caminho para o rompimento do ciclo de agressões e a construção de uma sociedade mais segura para todos.


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