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Mulher grávida é enforcada no Irã; família pede por perdão

Segundo as ONG de defesa dos direitos humanos sediadas no estrangeiro, Hengaw e Iran Human Rights, Asma Zarei foi enforcada em Ardabil, no noroeste do país, em 20 de maio

Mulher grávida é enforcada no Irã; família pede por perdão

Segundo as ONG de defesa dos direitos humanos sediadas no estrangeiro, Hengaw e Iran Human Rights, Asma Zarei foi enforcada em Ardabil, no noroeste do país, em 20 de maio. A comunicação social iraniana não noticiou a execução. De acordo com a Iran Human Rights, Asma Zarei foi detida há três anos por suspeitas de ter matado o marido com comprimidos para dormir.

A mulher estava grávida no momento da detenção e deu à luz na prisão há cerca de dois anos e, antes da execução, pediu à mãe que tomasse conta da criança, acrescentou a ONG. As duas organizações afirmaram que esta foi a sexta mulher executada no Irão desde janeiro. Segundo dados divulgados por ONGs, incluindo a Amnistia Internacional, o Irão é o país que mais aplica a pena de morte no mundo depois da China. Leia também: Amuzu volta ao centro do debate na temporada

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Um relatório divulgado pela Iran Human Rights documentou pelo menos 48 execuções de mulheres no Irão em 2025, incluindo 21 condenadas pelo homicídio dos maridos ou noivos. As organizações de defesa dos direitos humanos sustentam que algumas destas mulheres mataram companheiros abusivos, mas não conseguiram evitar a execução por incapacidade de pagar o chamado "dinheiro de sangue", compensação financeira prevista pela lei islâmica iraniana ('Sharia') para indemnizar a família da vítima. Em abril, o Presidente norte-americano, Donald Trump, chamou a atenção para o caso de oito mulheres iranianas alegadamente em risco de execução, ao partilhar uma publicação nas redes sociais sobre o tema. Mais de esporte

Ativistas informaram que algumas dessas mulheres já tinham sido libertadas ou não enfrentavam efetivamente a pena de morte. Na segunda-feira, a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA), com sede nos Estados Unidos, informou que o Supremo Tribunal iraniano anulou a sentença de morte de Bita Hemmati, num caso relacionado com os protestos ocorridos no país em janeiro. Leia também: Athletico-PR busca título inédito da Copa do Brasil Sub-17 contra Atlético-MG

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