Augusto Cury diz que Brasil precisa de um primeiro-ministro como Tarcísio
Ler matéria →SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 18 Ago (Reuters)– O Ministério Público Federal pediu esclarecimentos ao Ibama sobre os pedidos da Petrobras (PETR4;PETR3) para perfurar três novos poços exploratórios e realizar outras operações marítimas na Bacia da Foz do Amazonas, o que não estava previsto na licença operacional concedida, segundo os procuradores.
Em comunicado na noite de segunda-feira, o MPF apontou que a liberação de novas perfurações por meio de simples autorização ou alteração de condicionantes na licença de operação ‘descumpre normas ambientais, ignora impactos cumulativos e contradiz as informações prestadas à sociedade e à Justiça’.
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Procurada, a Petrobras não comentou imediatamente. Leia também: Receita paga último lote do Imposto de Renda amanhã; veja se você tem direito
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A estatal anunciou no fim da semana passada a descoberta de hidrocarbonetos em poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas do Amapá. A perfuração do poço teve início em outubro e permanece em curso, enquanto outros três poços estão previstos para serem perfurados no mesmo bloco FZA-M-59.
De acordo com o MPF, a licença de operação nº 1684/2025 autorizou a perfuração de apenas um poço exploratório, chamado Morpho, mas a Petrobras teria solicitado a inclusão de mais três poços contingentes (Manga, PAD Morpho e Crotalus), além de testes de formação e o abandono definitivo dos quatro poços no bloco FZA-M-59.
Na visão dos procuradores, avaliar o impacto de uma única perfuração é completamente diferente de analisar os efeitos de múltiplas perfurações. Mais de economia
‘O aumento do número de poços amplia o tempo da atividade e interfere na intensidade e na frequência dos impactos sobre a fauna, a flora e as comunidades tradicionais da região costeira, como indígenas, quilombolas, extrativistas e pescadores artesanais’, diz o comunicado do MPF.
Fontes da Petrobras afirmam, porém, que a companhia está cumprindo com as exigências e tomando os cuidados necessários. ‘A licença do poço pioneiro foi bem difícil, com muitas nuances, e em tese as licenças para os demais poços nem deveriam ser tão complexas’, disse uma das fontes. Leia também: Juro médio do rotativo do cartão de crédito cai a 436,2% ao ano em julho
Outra fonte apontou a necessidade de se avançar com a exploração nacional de petróleo e repor reservas, defendendo que as emissões de carbono do Brasil são ‘baixíssimas’ em relação a outros países.
O Ibama tem o prazo de cinco dias para responder a todos os tópicos levantados pelo MPF, com o envio de informações, justificativas e documentos.
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