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Ler matéria →Núcleo do PCC denunciado por planejar atentados contra promotor e coordenador de presídios em SP
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou uma denúncia contra quatro homens suspeitos de integrar uma organização criminosa armada com fortes ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A acusação aponta que o grupo atuava na coleta de informações detalhadas sobre autoridades públicas, como endereços, rotinas e dados familiares, com o objetivo de subsidiar possíveis atentados. Entre os alvos monitorados estariam o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e Roberto Medina, coordenador da Coordenadoria das Unidades Prisionais da Região Oeste (Croeste) da Secretaria de Administração Penitenciária.
Identificados os acusados e o modus operandi do grupo
Os denunciados foram identificados como Victor Hugo da Silva, conhecido como "VH" ou "Falcão"; Wellison Rodrigo Bispo de Almeida, o "Corinthinha" ou "Maurício"; Sérgio Garcia da Silva, o "Messi"; e Adilson Audinir Oliveira Junior, o "Ju Machado". Segundo o MP-SP, o grupo operava de maneira coordenada para coletar dados sensíveis das autoridades. Victor Hugo seria o responsável por monitorar Roberto Medina na cidade de Presidente Venceslau. Wellison, que já responde por tráfico de drogas, teria o papel de receber e repassar essas informações para a cúpula da facção. Sérgio estaria encarregado de levantar dados sobre a rotina do promotor Lincoln Gakiya em Presidente Prudente, enquanto Adilson atuaria como interlocutor e auxiliaria na ocultação de provas digitais.
Investigação revelou plano e vínculos com atividades criminosas
A denúncia, apresentada pelo Gaeco e protocolada na Justiça, detalha que o objetivo final do monitoramento era encaminhar o material à "Sintonia Restrita" do PCC. Este setor da facção é apontado como responsável pela coordenação de ações estratégicas, incluindo atentados contra agentes públicos. A investigação teve início com uma operação deflagrada em outubro, que já apurava um plano do PCC para atingir o promotor e o coordenador de presídios. Naquela ocasião, oito homens foram investigados, e cinco foram presos entre julho e setembro de 2025 por envolvimento com tráfico de drogas. A análise dos celulares apreendidos com esses indivíduos foi crucial para desvendar o plano de execução contra Gakiya e Medina, com base em informações obtidas pelo serviço de inteligência da polícia. Leia também: Rio em Alerta: Ventania de 105 km/h Causa Caos
Evidências apontam para estrutura organizada do PCC
De acordo com a Promotoria, as provas coletadas incluem mensagens, registros de geolocalização, fotografias, vídeos e pesquisas sobre veículos. Esses elementos, segundo o MP-SP, demonstram o monitoramento das vítimas e indicam vínculos dos investigados com atividades do PCC, como tráfico de drogas e armas. O Ministério Público sustenta que os quatro denunciados integram, desde pelo menos junho de 2025, uma estrutura organizada da facção, com divisão clara de tarefas. Essa estrutura criminosa estaria voltada para a prática de diversos delitos, que vão desde tráfico de drogas e crimes patrimoniais até ações contra agentes públicos. Os promotores decidiram não denunciar o grupo por outros crimes em virtude da forma como as provas foram coletadas.
O que se sabe até agora
- O Ministério Público de São Paulo denunciou quatro homens ligados ao PCC.
- O grupo é acusado de monitorar o promotor Lincoln Gakiya e o coordenador de presídios Roberto Medina.
- O objetivo seria coletar informações para planejar atentados a mando da "Sintonia Restrita" do PCC.
- As evidências incluem mensagens, geolocalização e fotografias das autoridades.
- Cinco pessoas já haviam sido presas anteriormente por tráfico de drogas, e a análise de seus celulares revelou o plano.
Perguntas frequentes
Quem são as autoridades monitoradas pelo grupo ligado ao PCC?
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Gaeco, e Roberto Medina, coordenador da Croeste da Secretaria de Administração Penitenciária, foram os alvos do monitoramento.
Qual era o objetivo do monitoramento realizado pelo grupo?
O objetivo era coletar informações detalhadas sobre as autoridades para subsidiar possíveis atentados, a mando da "Sintonia Restrita" do PCC. Mais de noticia
Quais são os nomes dos denunciados?
Os denunciados são Victor Hugo da Silva (VH/Falcão), Wellison Rodrigo Bispo de Almeida (Corinthinha/Maurício), Sérgio Garcia da Silva (Messi) e Adilson Audinir Oliveira Junior (Ju Machado). Leia também: Milei x Lula: Argentina descarta rompimento diplomático
A denúncia reforça a preocupação com a atuação do crime organizado no Estado, especialmente no que diz respeito à tentativa de intimidação e neutralização de agentes públicos responsáveis pelo combate à criminalidade. A integração entre o MP-SP e as forças policiais tem sido fundamental para desarticular planos que colocam em risco a segurança de autoridades e a estabilidade das instituições.
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