Mega-Sena acumulada vai sortear R$ 100 milhões no próximo sábado
Ler matéria →O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu para a Corte investigar o repasse de emendas parlamentares da saúde para os municípios brasileiros.
Como o Estadão mostrou, as prefeituras passaram a depender das emendas para financiar serviços básicos de saúde à população. A distribuição dos recursos é desigual entre as prefeituras, conforme um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).
CMN aperta regra para bancos captarem recursos com garantia do FGCNova norma cria Ativo de Referência e pode obrigar bancos a aplicar mais em títulos públicosJustiça nega pedido de Careca do INSS para não ser chamado por apelidoAntonio Carlos Camilo Antunes é um dos investigados na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF), que apura descontos indevidos de aposentados e pensionistas do INSS
Com base na reportagem, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado protocolou uma representação no TCU pedindo a abertura de auditoria e tomada de contas especial para apurar os critérios de distribuição das emendas entre os municípios nos últimos três anos.
BAIXE AQUI DE GRAÇA
Só na saúde, as transferências do governo federal aos municípios por meio das emendas somavam R$ 2,5 bilhões em 2016 e atingiram R$ 21,5 bilhões em 2025. As emendas respondiam por apenas 5% do orçamento do Ministério da Saúde enviado às cidades em 2016. O porcentual cresceu para 17% no ano passado. Leia também: Rali da Usiminas contrasta com fraqueza da SLC Agrícola no Ibovespa
Diante do aumento dos repasses com indicação política, o governo federal passou a se ancorar nas emendas para cumprir o piso exigido pela Constituição para gastos na saúde, mostra o estudo da CNM. A União investiu R$ 234,5 bilhões para cumprir o mínimo em 2025, mas 11% (R$ 25,6 bilhões) do valor vieram das emendas parlamentares.
O procurador pediu ao TCU para avaliar a possível ilegalidade e a inconstitucionalidade da contabilização das emendas para o cumprimento do piso mínimo. No estudo, a confederação dos municípios pede a derrubada dessa vinculação.
“Submeter o acesso a recursos de saúde ao filtro discricionário de parlamentares – que, na prática, decidem ‘quem’ recebe e ‘quanto’ recebe – significa transformar a vida e o sofrimento das pessoas em capital político”, diz o procurador. “Na prática, cria-se um ‘SUS para aliados’ e outro para o restante, violando o pacto federativo solidário e corroendo a legitimidade do sistema.” Mais de economia
Os 20 municípios mais beneficiados por emendas na área da saúde receberam R$ 488 milhões em 2025. Esse foi o valor que mil municípios receberam juntos na outra ponta. Enquanto cidades como Autazes (AM), Tuntum (MA) e Laranjal do Jari (AP) lideraram os repasses, Nova Mutum (MT), Mata de São João (BA) e Arraial do Cabo (RJ) não receberam nenhum centavo.
O representante do MP de Contas critica ainda a existência de municípios que consomem desproporcionalmente recursos públicos, classificando as cidades como “municípios reborn” – em referência aos bebês reborn, bonecos que imitam bebês reais. Leia também: Dow Jones Futuro cai com escalada no Oriente Médio e pressão sobre ações de IA
“Em vários casos, trata-se de entes que, do ponto de vista econômico, administrativo e demográfico, não possuem qualquer viabilidade real, funcionando como verdadeiros ‘municípios reborn’: possuem fachada institucional – prefeito, câmara de vereadores, estrutura formal mínima – mas carecem de densidade econômica, base produtiva, receita própria e escala populacional que justifique sua manutenção.”
Tópicos relacionados
- Política
- Brasil
- Emendas Parlamentares
- Saúde
- TCU
Estadão Conteúdo
Leia também no AINotícia
- Mega-Sena acumulada vai sortear R$ 100 milhões no próximo sábadoEconomia · agora
- Relatório da PF diz que laudos comprovam que Sicário morreu por tentativa de suicídioEconomia · agora
- Trump anuncia prorrogação de cessar-fogo entre Israel e Líbano por 3 semanasEconomia · 4h atrás
- Lula viaja a SP para dois procedimentos médicos no Sírio-LibanêsEconomia · 4h atrás


