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Morre Lúcio Brasileiro, jornalista diário mais antigo do mundo

Morre Lúcio Brasileiro, do O POVO, jornalista diário mais antigo do mundo O colunista social do O POVO havia celebrado recentemente seu Jubileu de Platina, marcando sete

Morre Lúcio Brasileiro, jornalista diário mais antigo do mundo

Morre Lúcio Brasileiro, do O POVO, jornalista diário mais antigo do mundo O colunista social do O POVO havia celebrado recentemente seu Jubileu de Platina, marcando sete décadas de produção ininterruptaO jornalista Lúcio Brasileiro, colunista social do O POVO, morreu na noite desta quinta-feira, 23, aos 87 anos, após complicações de uma queda. Em 2025, alcançou 70 anos de carreira jornalística, sendo reconhecido como o jornalista diário mais antigo do mundo.

O profissional mantinha coluna diária no O POVO e um programa na Rádio O POVO CBN. Ele estava hospitalizado em Lisboa, Portugal, desde o sábado, 11, durante roteiro de viagem que incluiria passagens por Nice (França) e Barcelona (Espanha), rumo a Ibiza.

Não há informações relacionadas ao enterro. Nascido no dia 6 de abril de 1939 em Aurora, no Cariri cearense, iniciou sua carreira aos 16 anos, no jornal Gazeta de Notícias. Antes de se estabelecer como colunista, colaborou com O POVO e O Estado em textos voltados ao futebol.

Em 1968, depois de colaboração com o caderno de Esporte, passou a publicar uma coluna diária no O POVO. Em 2005, completou o seu Jubileu de Ouro, com 50 anos de produção. Personalidades e amigos lamentam morte de Lúcio Brasileiro

Para Luciana Dummar, presidente institucional do O POVO, Lúcio é o "símbolo de uma geração, testemunha das grandes mudanças que a sociedade cearense passou". " Viveu períodos intensos, com a Fame, recolheu-se no Cumbuco, celebrou a vida em Ibiza.

Criou um personagem particularíssimo em torno de si próprio, tendo sido ao mesmo tempo Francisco Newton, Lúcio e Paco. O POVO se despede dele com carinho e respeito", homenageia. Diretor de Jornalismo da Rádio Leia também: Governo envia ao Congresso projeto para reduzir imposto da gasolina

O POVO/CBN e CBN Cariri, o colunista Jocélio Leal definiu Lúcio como "profissão esperança, de recados curto e doce sob os auspícios de seus amigos, que eram tantos". Segundo ele, Lúcio era muitos. "

Era educar gente de poucas telas na parede. Era tirar onda direto do Cumbuco com suas hilárias pílulas de um minuto pela rádio O POVO CBN.

Era o carinho com o Anuário do Ceará como seu anfitrião maior e de coração. Era o trafegar de sua coluna por faunas e salões em extinção e ainda assim sendo menino. Lúcio deixa o lamento de termos dividido suas gargalhadas menos do que a gente queria".

O governador Elmano de Freitas (PT) lamentou a morte do jornalista e colunista. “Lúcio Brasileiro foi um dos maiores nomes do jornalismo cearense e brasileiro. Um ícone da profissão, que em 70 anos de carreira uniu informação e opinião com ética e credibilidade.

Com sua coluna diária, que bateu recorde de tempo no ar, retratou durante décadas as principais notícias da sociedade cearense". Lúcio foi homenageado, em 2012, com a Medalha da Abolição, a principal comenda entregue pelo Governo do Ceará. O chefe do Executivo estadual também ressaltou seu agradecimento ao "grande cearense" pelos serviços prestados ao jornalismo do Estado. Mais de noticia

O prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), também compartilhou nota de pesar. " Lúcio marcou seu nome na imprensa cearense, sobretudo no colunismo social, onde detinha o recorde de colunista há mais tempo na ativa em todo o mundo, através das páginas do jornal

O POVO", disse. "Era um dos grandes conhecedores da história do nosso futebol, em especial da seleção brasileira e das Copa do Mundo. Deixo meu sincero abraço à legião de amigos e admiradores de Lúcio", completou. Leia também: John Textor é afastado da SAF do Botafogo por Tribunal Arbitral

Assessor de Lúcio Brasileiro por 49 anos, Franzé de Lima relembra o talento para narrar histórias do jornalista, além de sua gargalhada contagiante e um profundo respeito pelos amigos. " Foram 70 anos de jornal, 70 anos de coluna diária.

E nunca o Lúcio foi capaz de ofender qualquer ser humano. Ele jamais botou alguém para baixo, através da coluna ou mesmo fora dela, como pessoa", afirmou. "

O momento é difícil, pois estamos todos de luto com a partida dele. Uma cabeça brilhante, uma memória fantástica", destacou. A presidente do Instituto Sérvulo Esmeraldo, Dodora Guimarães, comentou em publicação na rede social do O POVO sobre a partida do jornalista.

" A sociedade fortalezense perde o seu biógrafo e o colunismo social, o seu atacante mais longevo e brilhante. Brasileiro, você fez uma era!

". Jornalistas relembram trajetória de Lúcio Brasileiro Lúcio tornou-se referência para gerações de colunistas. Antes, foi repórter, como lembra o editor-adjunto do Núcleo de Audiovisual do O POVO e cronista, Demitri Túlio.

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