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Morre aos 101 anos o preso mais velho dos EUA — que recebeu oito vezes

Crédito, Andrius Banevicius Legenda da foto, Francis Smith era considerado o prisioneiro que cumpriu a pena mais longa nos EUA Article Information Author, Nardine Saad e

Morre aos 101 anos o preso mais velho dos EUA — que recebeu oito vezes a
Um senhor idoso, vestindo uma camisa xadrez e uma máscara cirúrgica, está de pé com o auxílio de uma bengala.

Crédito, Andrius Banevicius

Legenda da foto, Francis Smith era considerado o prisioneiro que cumpriu a pena mais longa nos EUA
Article Information
    • Author, Nardine Saad
      e
    • Author, Kathryn Armstrong
  • Published Há 3 horas
  • Tempo de leitura: 5 min

Francis Clifford Smith recebeu sua última refeição oito vezes.

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Mas, após ter escapado da pena de morte todas as vezes, ele passou a ser considerado o prisioneiro que cumpriu a pena mais longa nos EUA, antes de falecer em junho, aos 101 anos de idade.

Andrius Banevicius, o oficial de informações públicas do Departamento de Execuções Penais de Connecticut, relatou como Smith costumava alimentar os pássaros enquanto estava na prisão de Osborn, o que lhe rendeu o apelido de "Homem-Pássaro de Osborn".

"Ele enchia as roupas com o máximo de pão que conseguia", disse Banevicius. "Todo mundo meio que fingia que não via, porque sabiam que ele só estava alimentando os pássaros." Leia também: Quem é Natalie Harp, assessora que se tornou presença constante ao lado de Trump

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One of Alcatraz's last living inmates on Trump's plan to reopen prison10 maio 2025

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A condenação

Smith era um jovem delinquente quando foi acusado, em 1949, do assassinato de Grover Hart, um vigia noturno de um clube náutico em Connecticut.

Ele foi um dos dois homens presos pelo crime, mas o outro fez um acordo judicial e testemunhou contra Smith, que mais tarde foi considerado culpado de homicídio em primeiro grau.

A culpa de Smith e as provas que levaram à sua condenação foram questionadas ao longo dos anos, principalmente depois que testemunhas se retrataram de seus depoimentos e outro detento confessou posteriormente o assassinato.

Um dos policiais que interrogou Smith após sua prisão testemunhou posteriormente que acreditava na inocência de Smith.

"Nem sequer tenho certeza se ele estava presente no assassinato", declarou o major Leo Carroll ao Conselho de Indultos, de acordo com o Boston Globe. Leia também: Investigação revela: 150+ lucraram com segredos das Forças Armadas dos EUA

Essas dúvidas lhe renderam um adiamento de suas muitas execuções programadas.

Em 1954, sua sentença de morte foi comutada para prisão perpétua.

Smith passou mais de 70 anos atrás das grades, com exceção de três breves períodos em liberdade.

Ele fugiu da prisão em 1967, mas foi recapturado 12 dias depois. Em 1974, ele foi para casa na véspera de Natal e voltou no dia seguinte, diz Banevicius.

Em 1975, recebeu liberdade condicional e ficou fora da prisão por cerca de dez meses, mas logo foi preso por pequenos furtos e porte de arma, o que violou sua liberdade condicional, segundo o Boston Globe.

Retrato do detento Francis Clifford Smith olhando para baixo.
Legenda da foto, Quando Smith morreu, ele estava em uma casa de repouso sob liberdade condicional supervisionada.
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