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Ler matéria → Moraes mantém prisão domiciliar de Bolsonaro e suspende visitas 'político-eleitorais' até o fim das eleições
O ministro do STF também suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados.
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O ministro Alexandre de Moraes manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (17). Ele proibiu visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das Eleições 2026.
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Moraes suspendeu visitas gerais por 30 dias e vetou manifestos políticos. A proibição de visitas do filho Flávio Bolsonaro por 90 dias também foi mantida pelo ministro.
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Também nesta sexta-feira (17), a Procuradoria-Geral da República defendeu a manutenção da prisão domiciliar. O órgão apontou violação nas regras após divulgação de carta do ex-presidente.
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A defesa alegou que Bolsonaro "jamais soube" que o filho publicaria o documento. Moraes rejeitou a justificativa e classificou o argumento de incomunicabilidade como "patética". Leia também: Instituto Marielle Franco lança agenda com propostas a candidatos em defesa
Moraes mantém prisão domiciliar a Bolsonaro, mas proíbe visitas ao ex-presidente por 1 mês
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL) em decisão nesta sexta-feira (17). Além disso, Moraes determinou que o ex-presidente não poderá receber visitas com finalidade "político-eleitoral" até o final das Eleições 2026.
O ministro do STF também suspendeu visitas gerais a Bolsonaro por 30 dias, com exceção de visitas permanentes da equipe médica, fisioterapêutica e dos advogados.
Moraes manteve a suspensão por 90 dias das visitas de Flávio ao pai. O filho do ex-presidente consta como advogado de Bolsonaro, mas foi impedido de fazer visitas após divulgar a carta intitulada "Carta aos brasileiros", escrita pelo pai. Mais de politica
"O direcionamento da carta– escrita e assinada de próprio punho por Jair Messias Bolsonaro– foi 'aos brasileiros', demonstrando sua natureza não particular e sua finalidade político-eleitoral com exposição ao público em geral, utilizando Flávio Nantes Bolsonaro como intermediário, ou nas suas próprias palavras, como seu 'porta-voz'", escreveu Moraes.
"O texto da 'Carta aos brasileiros', portanto, claramente comprova que Jair Messias Bolsnaro pretendia comunicar-se com seus apoiadores políticos por intermédio das redes sociais de seu filho", complementou o ministro.
Moraes também suspendeu a divulgação de manifestos "políticos-eleitorais, inclusive por pode meio de terceiros, independentemente do meio utilizado". Segundo o ministro, a proibição decorre da perda dos direitos políticos de Bolsonaro em função da condenação no processo da trama golpista. Leia também: Zanin autoriza investigação da PF sobre ministro do STJ em inquérito que apura
Na decisão, Moraes disse que a justificativa da defesa do Bolsonaro sobre a carta intitulada "Carta aos brasileiros" não é "plausível, pois é absolutamente contraditória aos fatos".
"Dessa maneira, nem o sentenciado Jair Messias Bolsonaro, nem seu filho e advogado Flávio Nantes Bolsonaro podem alegar desconhecimento da amplitude da medida cautelar aplicada e das consequências de seu descumprimento", escreveu Moraes.
O ministro afirmou que Bolsonaro pode perder o benefício da prisão domiciliar caso descumpra novamente as restrições.
"Na presente hipótese, novamente, houve flagrante descumprimento da medida cautelar por Jair Messias Bolsonaro, com sua participação ativa na preparação do “material pré-fabricado” para posterior divulgação nas redes sociais de seu filho e pré-candidato a Presidência da República, Flávio Nantes Bolsonaro, conforme demonstram vários trechos da 'Carta aos brasileiros'", disse.
PGR defendeu manter domiciliar
Também nesta sexta, a Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu a manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro (PL) e sugeriu que fossem tomadas providências para que Bolsonaro cumpra as restrições impostas na concessão do benefício.
"Como, eventualmente, veto a contatos pessoais aptos a veicular interferência no momento eleitoral", escreveu o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
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