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“Momento histórico diante da obesidade”, diz especialista sobre novo estudo

“ Momento histórico diante da obesidade”, diz especialista sobre novo estudo com a retatrutida Medicamento levou à perda de 30% do peso corporal em pesquisa apresentada

“Momento histórico diante da obesidade”, diz especialista sobre novo estudo com

“ Momento histórico diante da obesidade”, diz especialista sobre novo estudo com a retatrutida Medicamento levou à perda de 30% do peso corporal em pesquisa apresentada nos EUA Um dos estudos mais aguardados no mundo da medicina acaba de ser apresentado no congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA), em Nova Orleans, nos Estados Unidos.

E quem protagoniza a história é a retatrutida, um esperado medicamento ainda experimental com alta potência para perda de peso. No principal estudo clínico com a caneta de aplicação semanal que deve inaugurar uma nova classe terapêutica, a droga desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, a mesma fabricante do Mounjaro (tirzepatida), alcançou um percentual de perda de 30% do peso corporal após 104 semanas de uso da medicação– junto a orientações médicas e de mudanças no estilo de vida. “Difícil não reconhecer isso como um momento histórico diante da obesidade”, diz o endocrinologista Clayton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), que acompanhou a apresentação diretamente no evento.

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“ Os dados confirmam aquilo que os estudos preliminares já sugeriam: a retatrutida parece ter alcançado um patamar de eficácia sem precedentes entre as terapias farmacológicas para obesidade”, justifica o médico. O estudo TRIUMPH-1 avaliou mais de 2 300 pessoas acima do peso e comorbidades associadas, como osteoartrite e apneia do sono.

Após 80 semanas de uso semanal da retatrutida, a perda média foi de 28,3% do peso corporal entre os participantes. “ São resultados que se aproximam aos da cirurgia bariátrica”, destaca Macedo.

Além do peso Segundo o endocrinologista, também professor da Unifesp, 85% dos pacientes que tomaram a droga experimental perderam ao menos 85% do peso. E, eis o dado surpreendente, mais de um quarto eliminou 35% da massa corporal.

” Dois terços dos pacientes alcançaram IMC inferior a 30 kg/m² e um terço atingiu IMC abaixo de 25 kg/m²”, observa Macedo, fazendo referência aos limites do índice de massa corporal para obesidade e sobrepeso. Mas o especialista ficou impressionado com os resultados em outros exames e parâmetros de saúde metabólica. Mais de saude

Mais de 95% dos participantes do estudo que tinham pré-diabetes ficaram com a glicemia normal. “Houve ainda redução de 41% nos triglicérides, queda de quase 20% no LDL-colesterol e diminuição de 12,3 mmHg na pressão arterial sistólica. São mudanças capazes de alterar profundamente o risco cardiovascular de longo prazo”, aponta. Leia também: Vem aí um “Ozempic mensal”: caneta emagrecedora em estudo atinge 16% de perda

Além disso, os pacientes tratados com retratutida apresentaram melhoras em condições relacionadas ao ganho de peso, como apneia do sono e osteoartrite no joelho. Os eventos adversos ficaram dentro do esperado para esse tipo de medicação. Os principais foram gastrointestinais, associados a dosagens mais elevadas.

“Como endocrinologista clínico, professor e pesquisador, considero que os dados apresentados hoje reforçam que estamos entrando em uma nova era no tratamento da obesidade, que é uma doença crônica, complexa e multifatorial”, afirma Macedo.

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