Mulher morre em acidente de moto pilotada por filho de 13 anos
Ler matéria →FOLHAPRESS Uma operação da Polícia Federal contra uma suposta organização criminosa especializada no transporte de grandes quantias de droga levou à prisão temporária de Sara Monteiro, miss Uberlândia de 2025. De acordo com as investigações, ela fazia parte de quadrilha voltada ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
A reportagem não conseguiu localizar quem é o advogado responsável pela defesa dela. Uma mensagem foi enviada na manhã desta sexta-feira (17) para um contato que o perfil de Sara disponibiliza nas redes sociais, mas não houve resposta. A suspeita foi detida na última quarta (15) em São Paulo e, segundo a operação, é esposa de um dos líderes da organização criminosa, que está foragido. Leia também: Sesi-Bauru Vôlei reforça elenco com Maira, Milka e Wagner para temporada 2026/27

De acordo com os investigadores, ela seria responsável por ocultar patrimônio da organização. Suas redes sociais, com mais de 100 mil seguidores, reúnem publicações em viagens nacionais e internacionais e em veículos e embarcações de luxo. Sara também diz ser influenciadora fitness.

Ela chegou a receber, em fevereiro de 2025, o título de cidadã honorária de Uberlândia, após requerimento do vereador Sargento Ednaldo (PP). O parlamentar afirmou na quinta (16) que não havia na época informação pública que desabonasse a conduta dela e que a homenagem foi justificada por sua atuação como empresária e participação no concurso Miss Minas Gerais. Ele disse que não tem vínculo pessoal ou profissional com a suspeita e, após ter notícia da prisão dela, protocolou um projeto de decreto legislativo para a revogação do título concedido. Mais de esporte
Sara foi detida na operação Luxury, que buscou o cumprimento de 22 mandados de prisão preventiva, cinco de prisão temporária, 39 mandados de busca e apreensão, além da apreensão de cerca de R$ 61 milhões. As ações aconteceram em Uberlândia e Uberaba (MG), na capital paulista e em Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre, municípios de Mato Grosso do Sul. De acordo com a PF, as investigações começaram a partir da apreensão de cerca de uma tonelada de maconha em Frutal, no Triângulo Mineiro, em abril do ano passado. Leia também: GP de Mônaco: Antonelli Supera Hamilton e Conquista Vitória Histórica
Desde então, a corporação afirma ter apreendido 5,9 toneladas da substância durante as apurações. A atuação da organização na lavagem de dinheiro acontecia por meio de empresas de fachada e de laranjas, que tinham o objetivo de dar aparência legal aos recursos provenientes da atividade criminosa.

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