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'Misantropia': Conselho de Direitos Humanos aciona MPF para apuração

'Misantropia': Conselho de Direitos Humanos aciona MPF para apuração de discurso de ódio em falsos alertas da Defesa Civil Mensagens disparadas para milhões de celulares

'Misantropia': Conselho de Direitos Humanos aciona MPF para apuração de
'Misantropia': Conselho de Direitos Humanos aciona MPF para apuração de discurso de ódio em falsos alertas da Defesa Civil

Mensagens disparadas para milhões de celulares no sábado continham a palavra, que significa aversão à humanidade. Conselho defende o envio de novos alertas com explicação de que a apologia ao discurso de ódio viola direitos humanos e constitui crime.


  • O Conselho Nacional de Direitos Humanos acionou o Ministério Público neste sábado. O órgão pede investigação de discurso de ódio em alertas falsos da Defesa Civil.

  • Os disparos indevidos atingiram milhões de celulares pelo país. As mensagens continham o termo 'misantropia', que significa aversão à humanidade.

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  • O CNDH alerta que canais oficiais podem ser instrumentalizados para difundir discursos extremistas. A apuração deve mapear redes de influência e radicalização digital.

  • A Polícia Federal já iniciou uma investigação preliminar sobre o caso. A suspeita é de que o sistema tenha sofrido uma invasão ou ataque hacker. Leia também: Alerta extremo falso da Defesa Civil: veja o que se sabe e o que ainda falta

Alerta extremo da Defesa Civil: o que se sabe sobre as mensagens falsas enviadas a celular

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O Conselho Nacional de Direitos Humanos protocolou uma representação na Procuradoria da República no Distrito Federal, órgão do Ministério Público, solicitando a abertura de inquérito civil e investigação criminal para apurar discurso de ódio em falsos alertas enviados por um sistema da Defesa Civil.

A medida foi protocolada neste sábado (20) e ocorre após o disparo indevido de alertas extremos na madrugada que atingiram milhões de celulares em diversas regiões do país. Os alertas continham a palavra "misantropia" ou variações. O termo significa aversão à humanidade.

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O Conselho também pede a notificação da Defesa Civil para que seja emitida uma "mensagem de contraordem" utilizando o mesmo canal, com o objetivo de esclarecer a população de que o disparo anterior não se trata de um posicionamento institucional e apontar textualmente que a apologia ao discurso de ódio viola direitos humanos e constitui crime.

Para o CNDH, a plataforma de comunicação em massa da Defesa Civil— vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional— foi utilizada indevidamente com potencial de gerar desinformação, insegurança coletiva e pânico social.

Embora o termo predominante nos disparos tenha sido "misantropia", a representação do CNDH afirma que há um agravamento de manifestações extremistas com outros teores no país e vê risco de que canais oficiais sejam instrumentalizados para a difusão de narrativas de ódio. Leia também: Datafolha: Lula lidera com 41% no 1º turno, e Flávio Bolsonaro tem 31%

"O crescimento do discurso de ódio é uma das maiores ameaças à convivência democrática da nossa época. Por isso, qualquer episódio que envolva a utilização de canais públicos para a circulação de mensagens que possam estimular hostilidade, intolerância ou desinformação deve ser tratado com a máxima seriedade", afirmou a presidente do CNDH, Ivana Leal.

"A população tem o direito de confiar nas instituições, e essa confiança só se fortalece quando há apuração rigorosa, responsabilização e defesa intransigente dos direitos humanos", completou Ivana.

O conselho pontua que a apuração deve abranger a origem, redes de influência e eventuais conexões com a disseminação de conteúdo de ódio e radicalização digital.

Além de Ivana Leal, assina o documento o conselheiro Carlos Nicodemos, do Movimento Nacional de Direitos Humanos, coordenador da relatoria especial de Enfrentamento ao Discurso de Ódio, Extermismo e Neonazismo no Brasil.

Mapa das regiões que receberam alertas da Defesa Civil Nacional— Foto: Gabriel Wesley Marques Santos/Arte g1

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