Luigi Mangione: Acusado de matar CEO da UnitedHealthcare se declara culpado em
Ler matéria →Veja as estimativas de intenção de voto no Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil Ministra do TSE que vai julgar uso de 'Bolsonaro de IA' por campanha de Flávio: 'Autenticidade é um direito básico' A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu o direito do eleitor à autenticidade em meio à onda de vídeos feitos com inteligência artificial na eleição brasileira. "
A autenticidade das pessoas na política é um direito básico. Daqui a pouco a gente só vai ter candidato de IA", afirmou. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (14/8), durante evento gratuito promovido pela BBC World Service e pela BBC News Brasil sobre os desafios do combate à desinformação no país.
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A ministra é um dos destaques do fórum BBC World Service: Trust is Earned–
O Desafio da Credibilidade. Estela Aranha é uma dos sete ministros que julgará em breve uma ação apresentada pelo PT questionando o uso de um avatar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a convenção do PL que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro no fim de julho. "
Queremos saber em que candidato estamos votando, e não numa versão mais bonita e inteligente dele feita por IA", afirmou a ministra, em comentário geral. Para ela, o julgamento do caso de Bolsonaro terá um "impacto muito grande" na campanha. Leia também: O plano bilionário da China para fazer uma nova revolução industrial
" Certamente vai ter um impacto muito grande, porque a grande questão é obviamente, você sempre teve gente e mentiras, entre outras coisas, mas a plausibilidade que você tem numa imagem de fake é muito grande. "
Ela também alertou que a lei veda "expressamente" o uso de uma pessoa com identidade real em conteúdos feitos com IA. O julgamento do caso do uso de um avatar de Bolsonaro, cujo relator é o presidente do TSE, o ministro Kássio Nunes Marques, foi adiado nesta semana e ainda não tem data para ocorrer. Na gravação que será analisada, o avatar de Bolsonaro começa avisando que se trata de conteúdo artificial.
Depois, faz críticas à sua prisão, diz ter escolhido Flávio para sucedê-lo e conclui: "o Brasil tem futuro e o futuro é Flávio Bolsonaro Presidente". Caso a Corte entenda que houve irregularidade, o cenário mais provável é que a campanha de Flávio seja multada por propaganda antecipada e proibida de usar gravações de Jair Bolsonaro feitas com IA devido a uma resolução do TSE que restringe o uso de conteúdo gerado artificialmente.
A defesa de Jair Bolsonaro negou que ele tenha autorizado a produção e uso do vídeo exibido na convenção, depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), exigiu explicações. Ao negar ter autorizado esse conteúdo específico, a defesa disse, por outro lado, que o ex-presidente nunca se opôs ao uso de sua imagem pelos filhos. Para a ministra, a campanha agora ocorre de forma permanente, e não depende do calendário eleitoral.
Determinado pelo TSE, o calendário deste ano prevê, por exemplo, que a campanha eleitoral começa neste domingo (16/08) nas ruas, no rádio e na televisão. Nas redes sociais, não. " Mais de mundo
Hoje em dia a gente tem campanha eleitoral permanente nas rede sociais", afirmou ela. Por isso, é preciso que as plataformas se ajustem às regras. "Não estamos falando de liberdade de expressão, as empresas têm que seguir normas", diz a ministra.
" Não vamos fechar todas as plataformas, mas elas têm que cumprir a lei. "
No evento, Estela conversou com a cientista da computação e fundadora do Instituto da Hora, Nina da Hora, Marcela Castro, professora especialista em educação midiática, e com os jornalistas da BBC News Brasil, Mariana Schreiber e Luiz Fernando Toledo. A conferência gratuita reúne jornalistas, pesquisadores, educadores, criadores de conteúdo, especialistas em tecnologia, representantes da sociedade civil e autoridades públicas para discutir caminhos para enfrentar o avanço da desinformação no Brasil e no mundo. No painel " Leia também: Os milhões de argentinos com dívidas em atraso e o que isso indica
A indústria da influência", a influenciadora digital Mari Krüger debateu ao lado do comunicólogo e fundador do Data Favela, Renato Meirelles, e a jornalista do UOL, Camila Brandalise sobre o poder de influenciadores para propagandear fake news. Mari Krüger, que também é bióloga, lembrou que, apesar do impacto das notícias falsas, há o outro lado deste cabo de guerra. "
A gente venceu uma pandemia pela vacinação", afirmou. " A gente voltou a uma vida normal porque as pessoas foram se vacinar", disse, a despeito da desinformação sobre as vacinas.
' A Meta é uma empresa imoral' O médico Drauzio Varella também participou de um painel durante o fórum, que buscou a expertise da BBC no combate à desinformação com educadores e professores que já lideram ou têm interesse em projetos de educação midiática em suas escolas.
Embora seja protagonista de muitos vídeos falsos sobre venda de medicamentos e desinformação, o Druazio afirmou nunca ter caído em uma notícia falsa. Mas admitiu que já encontrou dificuldade para diferenciar um conteúdo real de um vídeo feito totalmente por inteligência artificial. "
Já me senti um idiota muitas vezes", afirmou. Segundo ele, há até pouco tempo era fácil perceber que determinado vídeo não era feito por ele. Hoje não mais.
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