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Ministério Público acusa pré-candidato ao Governo do PA de usar 'laranja

Carlos Petrocilo São Paulo O Ministério Público do Pará apresentou ação civil pública à Justiça em que aponta o ex-prefeito de Ananindeua e candidato ao governo do

Ministério Público acusa pré-candidato ao Governo do PA de usar 'laranja
Carlos Petrocilo
São Paulo

O Ministério Público do Pará apresentou ação civil pública à Justiça em que aponta o ex-prefeito de Ananindeua e candidato ao governo do estado, Dr. Daniel Santos (Podemos), como responsável pelo desmatamento ilegal de áreas e diz que ele usou um "laranja ambiental" para driblar o pagamento de uma multa milionária.

O prefeito de Ananindeua, Doutor Daniel, que trocará o MDB pelo PSB
O ex-prefeito de Ananindeua, Doutor Daniel - Reprodução

Segundo o Ministério Público, Daniel é dono de uma fazenda em Ipixuna do Pará que teve desmatamento ilegal de 749,52 hectares de vegetação primária, sendo em área de reserva legal e parte em area de preservação permanente (APP). As multas são de quase R$ 4,7 milhões.

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O Ministério Público também afirma que em agosto de 2025, após as operações de fiscalizações, a fazenda teve o seu registro de imóvel alterado, passando a titularidade de Daniel para o empresário local Kleyton Oliveira de Abreu. Leia também: As várias mortes da vítima da ponte

Na acusação apresentada à Justiça, o promotor Igor Dantas descreve Abreu como "laranja ambiental" de Daniel.

O juiz Francisco Walter Rêgo Batista, da Vara Única de Ipixuna do Pará, mandou citar Dr. Daniel em decisão no último dia 2 de junho, concedendo prazo de dez dias para o candidato ao governo responder às acusações.

Daniel é ex-aliado da família Barbalho, mas rompeu com o clã, liderado pelo ex-governador Helder Barbalho (MDB). Ele deve ser o principal adversário da atual governadora, Hana Ghassan (MDB), candidata à reeleição.

Outro lado Mais de politica

A assessoria de imprensa do Dr. Daniel afirmou que a ação do Ministério Público do Pará ainda não foi recebida pela Justiça. "O episódio mais uma vez comprova a vergonhosa perseguição política contra os adversários dos Barbalho", disse. O comando do Ministério Público do Pará é nomeado pelo governo estadual. Leia também: Política: Panorama da Semana no STF, AGU e Debates Estaduais

"Até o momento, o magistrado rejeitou pedidos formulados pelo órgão acusador e apenas abriu prazo para manifestação da defesa, que tem a certeza de sua boa conduta e provará isso na justiça", afirma a nota.

O pré-candidato acrescenta ainda que "lamenta que um jornal de relevância como a Folha de S.Paulo seja usado, a poucos meses da eleição, como instrumento politico de seus adversários".

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