Negociações entre EUA e Irã seguem incertas apesar de sinais de reunião em Doha
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Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (29/06) com queda de 0,28%, aos 175.760 pontos, interrompendo o movimento positivo dos pregões anteriores. No cenário externo, os mercados iniciaram a semana reagindo à retomada das conversas entre EUA e Irã, o que trouxe alívio aos investidores e favoreceu o desempenho das bolsas americanas, impulsionadas também pela recuperação das ações de tecnologia. Apesar da melhora no apetite por risco, a alta do petróleo, após o Catar recomendar a suspensão do tráfego no Estreito de Ormuz, manteve a cautela no radar.
No Brasil, o Ibovespa encerrou praticamente estável, em uma sessão de baixa liquidez e poucas novidades no cenário doméstico. Petrobras (PETR4) e a maior parte dos bancos sustentaram o índice, enquanto Vale (VALE3) teve leve queda. Para os traders de mini-índice, as atenções se voltam agora aos dados do mercado de trabalho, com a divulgação do Caged no Brasil e do relatório Jolts nos EUA, indicadores que podem influenciar o fluxo dos investidores e elevar a volatilidade do mercado.
Leia no AINotícia: Economia: panorama da semana
Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o mini-índice voltou a perder força compradora após a sequência de altas, encerrando a última sessão abaixo das médias de 9 e 21 períodos. Esse comportamento aumenta a atenção para uma possível continuidade do movimento corretivo no curtíssimo prazo.
Para que a pressão vendedora ganhe força, será necessário romper o suporte em 175.760/175.275 pontos. A perda dessa faixa poderá acelerar as quedas em direção a 174.980/174.255 pontos, com alvo mais longo na região de 173.755/173.300 pontos. Leia também: Minidólar (WDON26): análise mostra os níveis que podem definir a direção
Por outro lado, caso volte a entrar fluxo comprador, o índice precisará superar a resistência em 176.095/176.410 pontos. Acima desse nível, vejo potencial para avanço até 176.680/177.205 pontos, tendo como objetivo mais longo 177.400/177.920 pontos.
No gráfico diário, apesar da baixa da última sessão, sigo observando uma estrutura mais favorável do que nas semanas anteriores. O índice continua negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que mantém aberta a possibilidade de continuidade da recuperação.
Para fortalecer esse cenário, será importante superar a resistência em 177.205 pontos, abrindo espaço para buscar 177.920/179.820 pontos.
No cenário oposto, caso o índice perca a faixa de 173.755/172.210 pontos, a pressão vendedora poderá voltar a ganhar intensidade, com projeções para 170.210/168.430 pontos. O IFR (14) está em 46,63 pontos, em região neutra, indicando equilíbrio entre compradores e vendedores e espaço para que o mercado defina sua próxima direção.

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WINQ26: Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o mini-índice encerrou a última sessão em queda e voltou a negociar abaixo das médias de 9 e 21 períodos, embora permaneça muito próximo delas. Também destaco que o ativo segue dentro de um canal de alta no curto prazo e encontra suporte importante na média móvel de 200 períodos.
Para que o movimento de recuperação seja retomado, será necessária a superação da resistência em 177.205/177.400 pontos. Se esse rompimento ocorrer, vejo potencial para avanço até 179.340/181.515 pontos, com alvo mais longo na região de 183.215 pontos. Leia também: “Desenrola Adimplentes”: qual o impacto para os bancos brasileiros?
Por outro lado, a perda do suporte em 174.980/173.755 pontos poderá intensificar o fluxo vendedor, abrindo espaço para quedas em direção a 172.210/170.730 pontos. Em um cenário de maior pressão, os próximos objetivos passam a ser 170.210/169.560 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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Rodrigo Paz
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