Governo reduz previsão de déficit primário de estatais em 2026 para R$ 95,1
Ler matéria →CEO da construtora mineira Patrimar, Alex Veiga decidiu, em 2022, que era hora de expandir suas praças e resolveu posicionar seu grupo na capital paulista. Quatro anos depois de encontrar os terrenos certos e montar o projeto, a empresa lançou, sob o guarda-chuva da marca Novolar, seus primeiros imóveis no disputado segmento de Minha Casa, Minha Vida de São Paulo. O portfólio da companhia está dividido entre os apartamentos de alto padrão em Belo Horizonte e Rio de Janeiro, com a Patrimar, e os segmentos populares, com a Novolar.
Em São Paulo, os condomínios serão erguidos em três bairros das zonas norte e leste. Próximo de completar 50 anos de empresa, Veiga nega que a chegada à capital paulista seja um teste para, futuramente, lançar imóveis para a alta renda. Nessas horas, diz ele, é melhor ter prudência.
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"Mineirinho é um passo atrás do outro, subindo a escada degrau por degrau. Acho que tem que ter juízo", brinca. O que motivou a chegada a São Paulo?
Em 2022 nós lançamos um plano para dobrar a empresa em 4 anos, seria um crescimento de 22% a 25%, e nós conseguimos isso. Só que o Grupo Patrimar tem uma peculiaridade muito diferente do mercado como um todo, que é atuar na alta, na média e na baixa renda. Decidi, juntamente com a diretoria, tentar equilibrar a receita tanto da Novolar, que faz média e baixa renda, quanto da Patrimar.
Belo Horizonte no Minha Casa, Minha Vida é muito difícil, é muito amarrado, os terrenos são caros e a topografia acidentada. No Rio a gente já tem um share [participação] grande do mercado, mas eu precisava crescer mais. No interior de São Paulo, onde a gente já está, tem uma peculiaridade, porque as legislações das prefeituras são diferenciadas. Leia também: Trump diz que não fará acordo nuclear sem que sauditas adiram aos Acordos
E o Minha Casa, Minha Vida, a cada dia que passa, está mais industrializado, eu não consigo replicar em Indaiatuba o que faço em Campinas, que é do lado. Eu não queria afastar demais, então a solução foi a cidade de São Paulo, onde existe uma certa disponibilidade de terrenos, muito induzido pela alteração do plano diretor da cidade, que propicia adquirir terreno com uma velocidade mais rápida do que em Belo Horizonte. O desempenho da Novolar será um teste para migrar para o mercado premium paulistano?
Não. Nós já estamos em lançamento do primeiro [residencial] e vamos lançar esse ano mais dois empreendimentos, além de quatro terrenos adquiridos. O mercado de alta renda é um desejo, porém é preciso estar com o caixa mais cheio porque os bons terrenos para fazer alta renda são adquiridos, quase na totalidade, com pagamento em dinheiro.
Eu não quero, e nem justifica, ir com a bandeira Patrimar para a cidade de São Paulo para fazer dois prédios. Tem que ter um volume um pouco maior até para poder diluir o nosso custo administrativo.
É aguardar um momento melhor, quem sabe uma abertura de capital. Como todas as questões da dinâmica econômica do país pesam nesse tipo de decisão? O momento oportuno para adquirir terrenos seria agora, mas a gente tem que ter juízo.
Nesse processo de crescimento nós nos alavancamos. E no momento, com essa taxa de juros que castiga bastante as empresas, o nosso objetivo é desalavancar a companhia até 2027. O mercado imobiliário, graças a Deus, foi muito criativo de uns anos para cá, existem algumas alternativas para isso. Mais de economia
O mercado de funding antigamente só tinha SFH [Sistema Financeiro de Habitação]. Hoje você tem alternativas e parcerias, muita coisa que vale a pena estudar. Os primeiros lançamentos acontecem em bairros da zona norte e leste.
Por que essas regiões? Foram os terrenos que nós conseguimos viabilizar. É uma experiência e nós medimos o risco.
Não são empreendimentos tão grandes, porque se errar a mão, o estrago seria menor. Mas mudamos o perfil [dos próximos lançamentos], adquirimos terrenos de qualidade melhor, em pontos melhores. É o início de uma nova frente. Leia também: Mais de 200 mil pessoas são evacuados por incêndios florestais na França
Qual é o desenho para o ano que vem? Serão quatro lançamentos, temos bons terrenos, com empreendimentos um pouco maiores. E nós fizemos também uma opção, não queríamos entrar brigando de frente com os grandes players.
Colocamos um número mínimo de faturamento por empreendimento, com VGV [valor geral de vendas] de pelo menos R$ 140 milhões, não queremos ir a R$ 800 milhões. Os grandes players estão procurando empreendimentos maiores por motivos óbvios. Eles são muito grandes, têm que diluir alguns custos.
Foi assim que fiz no Rio de Janeiro, é assim que eu pretendo fazer na cidade de São Paulo. Mineirinho é um passo atrás do outro, subindo a escada degrau por degrau. Acho que tem que ter juízo.
A meta do grupo é chegar a R$ 3 bilhões em lançamentos no ano que vem, algo em torno de R$ 500 milhões a mais do que agora. Qual será a estratégia? O land bank já está adquirido, as aprovações estão acontecendo.
A gente tem capacidade de produção, então vai depender muito mais do mercado absorver. Estamos esperando a taxa de juros reduzir. O que está acontecendo, até de maneira interessante, é que os imóveis compactos passaram a ser um ativo financeiro.
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