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Crédito, Reprodução X/Douglas Ruas
- Author, Mariana Schreiber
- Role, Da BBC News Brasil em Brasília
- Published Há 31 minutos
- Tempo de leitura: 21 min
Após perder o governo do Rio de Janeiro devido à cassação de Cláudio Castro, o PL aposta no deputado estadual Douglas Ruas, atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), para tentar retomar o comando do Palácio da Guanabara na eleição de outubro.
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Com apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o pré-candidato recebeu a missão após o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (União Brasil) ser afastado e preso por suspeita de ligação com facções criminosas. Bacellar era cotado para disputar o governo estadual com apoio do PL.
O principal adversário de Douglas Ruas será o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, pré-candidato ao governo pelo PSD. Paes lidera as pesquisas de intenção de voto.
Aos 37 anos, Ruas está no seu primeiro mandato de deputado. Antes, foi secretário municipal no governo de seu pai, o capitão Nelson Ruas, em São Gonçalo, segunda maior cidade fluminense. E, depois, como secretário de Cidades no governo de Cláudio Castro. Leia também: Vídeo de Michelle é novo revés para a campanha de Flávio Bolsonaro, diz
Em entrevista à BBC News Brasil, Ruas afirma que não pode ser responsabilizado por erros do ex-governador e promete fazer diferente caso seja eleito. Sem entrar no mérito dos escândalos de corrupção que atingem a gestão do correligionário, ele critica Castro diretamente pela forte deterioração das contas públicas e o crescente déficit do Estado.
"Há cinco anos, nós tínhamos um orçamento equilibrado no Estado do Rio de Janeiro, quando as despesas cabiam dentro da receita", disse à BBC News Brasil.
Nem tudo no governo Castro, porém, é alvo de críticas. Na sua visão, a megaoperação contra facções criminosas realizada nas comunidades da Penha e do Alemão, que resultou em 122 mortes e 113 presos em outubro, "foi totalmente legítima".
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Questionado pela BBC News Brasil, disse concordar que os Estados Unidos bombardeiem embarcações suspeitas de relação com facções criminosas na costa do Rio de Janeiro, como defendido por Flávio Bolsonaro, pré-candidato ao Palácio do Planalto.
"Eu defendo que nós possamos, sim, buscar cooperação internacional para o enfrentamento ao crime organizado, entendendo que essas facções hoje têm atuação em inúmeros países", afirmou.
"Defendo medidas efetivas para impedir que essas armas e essas drogas cheguem ao nosso território. E, se for necessário bombardear esses traficantes de drogas, traficantes de armas, no mar aberto, antes dessas armas chegarem aqui no nosso território, nas nossas cidades, têm o meu total apoio", continuou. Leia também: Organização, velocidade e 'Messi japonês': o que esperar do Japão, próximo
Ao mesmo tempo que adota um discurso forte contra facções criminosas, disse não ver problema em contar com o apoio de Flávio Bolsonaro, que empregou em seu antigo gabinete na Alerj a então esposa e a mãe do miliciano Adriano da Nóbrega.
Ambas foram exoneradas em 2018, após o então senador eleito se tornar alvo de acusações de manter funcionários fantasmas na Alerj, em um suposto esquema de desvio de verbas de gabinete, conhecido como "rachadinha". Flávio Bolsonaro nega qualquer ilegalidade e vínculo com milícias.
No momento, o Rio de Janeiro é governado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Um julgamento no Supremo Tribunal Federal para decidir se uma eleição antecipada deve ocorrer por voto direto ou indireto está parado, após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
A segunda opção beneficiaria o atual presidente da Alerj, mas Ruas diz ser a favor da eleição direta e critica o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por defender a continuidade do governo Ricardo Couto.
"É lamentável que o presidente da República se posicione dessa maneira. A gente sabe o quanto as pessoas lutaram no passado para que nós tivéssemos a redemocratização, para que fosse estabelecido o direito ao voto".





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