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Meta pede anulação de veredito em caso histórico sobre vício em redes sociais

A Meta solicitou a um juiz de Los Angeles a anulação de um veredito que a considerou responsável pela depressão de uma usuária

Meta pede anulação de veredito em caso histórico sobre vício em redes sociais

A Meta solicitou a um juiz de Los Angeles a anulação de um veredito que a considerou responsável pela depressão de uma usuária. O pedido, tornado público na quarta-feira (06), contesta a decisão de um júri num processo sobre o design viciante de plataformas e danos causados a jovens.

A empresa busca a reversão da sentença favorável à autora Kaley G.M. ou o agendamento de um novo julgamento. Em março, o júri determinou o pagamento de US$ 4,2 milhões (R$ 21 milhões) em danos pela Meta e US$ 1,8 milhão (R$ 9 milhões) pela Alphabet (dona do Google), que também informou que pretende recorrer.

Leia no AINotícia: Panorama Tech: Do Retrô ao Julgamento da IA e o Streaming

Meta cita lei federal e diz que ferramentas das suas plataformas não causaram danos

A defesa da Meta sustenta que a companhia é protegida pela Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações de 1996. O dispositivo federal isenta plataformas de responsabilidade por conteúdos publicados por terceiros. Leia também: Vozinha em campo ganha destaque após novo desdobramento em youtube fundação 14

A petição afirma que as evidências do julgamento vincularam a saúde mental da usuária ao conteúdo visualizado e não a recursos da interface.

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Meta argumenta que as evidências do julgamento vincularam a saúde mental da usuária ao conteúdo visualizado e não a recursos da interface de sua plataforma – Imagem: Tatiana Diuvbanova/Shutterstock

A Meta contesta a alegação de que mecanismos como reprodução automática e rolagem infinita tenham causado danos à saúde mental.

O julgamento em Los Angeles é considerado um “bellwether“, servindo como teste para balizar milhares de ações judiciais similares movidas por famílias, escolas e estados norte-americanos contra big techs. Mais de tecnologia

Juízes de instâncias inferiores têm rejeitado a aplicação da Seção 230 para bloquear esse tipo de processo.

Enquanto Meta e Google enfrentaram o tribunal, as empresas Snap e TikTok fecharam acordos com a autora antes do início do julgamento. A interpretação definitiva da lei federal será o ponto central dos recursos das empresas. Leia também: Justiça libera remédios barrados pela Anvisa e abre crise sobre tirzepatida

(Essa matéria usou informações da Reuters.)

Pedro Spadoni
Pedro Spadoni

Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.

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Tags: Julgamento justiça Processos

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