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- Meta lançou o Muse Spark 1.1, um modelo de IA para programação e raciocínio lógico que atua como agente autônomo.
- O modelo permite automação do uso de computadores, navegação na web sem supervisão e processamento de dados.
- O Muse Spark 1.1 está disponível para desenvolvedores nos Estados Unidos e será integrado ao WhatsApp, Instagram e Facebook.
A Meta anunciou nesta quinta-feira (09/07) o lançamento do Muse Spark 1.1, novo modelo de IA desenvolvido pelo Meta Superintelligence Lab. Embora faça parte da mesma família apresentada em abril, a empresa trata a versão 1.1 como uma grande evolução voltada para agentes de IA, com foco em programação, raciocínio lógico e automação de tarefas.
Além de refinar essa primeira versão, a empresa busca entregar a capacidade de realizar funções completas e mais complexas com o mínimo de supervisão humana. O modelo promete diminuir a distância técnica em relação aos concorrentes e chega como prévia para desenvolvedores nos Estados Unidos.
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Como o modelo foi anunciado hoje, ainda não há testes independentes que permitam avaliar seu desempenho. Mas segundo os benchmarks divulgados pela Meta, o Muse Spark 1.1 supera o GPT-5.5, o Gemini 3.1 Pro e o Opus 4.8 em diferentes métricas.
O que o Muse Spark 1.1 tem de novo?
O diferencial do modelo é a sua capacidade melhorada de atuar como um agente autônomo. Segundo a Meta, a atualização foca em três frentes: programação, automação do uso de computadores e raciocínio multimodal, ou seja, a habilidade de processar e cruzar dados de textos, imagens, vídeos e arquivos ao mesmo tempo. Leia também: Fluminense x Bahia: onde assistir, horário e escalações do amistoso
Para dar conta do recado, o sistema consegue gerenciar uma janela de contexto de até 1 milhão de tokens. Na prática, isso significa que o Spark pode memorizar ações em sessões de trabalho muito longas ou recuperar informações de etapas iniciais de um grande projeto, por exemplo.
Na área de desenvolvimento de software, a ferramenta apresenta avanços na identificação e correção de bugs. Durante testes internos, o Muse Spark 1.1 conseguiu construir um aplicativo de chat do zero, capturar imagens da tela para diagnosticar erros na interface e até alterar o código-fonte original para aplicar correções, tudo sem intervenção humana.
Fora do ambiente de código, a IA também consegue navegar na web e controlar o sistema operacional de uma máquina sozinha. Em outro exemplo, o assistente extraiu detalhes úteis de um produto a partir de um vídeo e criou um anúncio completo no Facebook Marketplace utilizando o navegador do usuário.
Preço e disponibilidade
Conforme apurado pela agência Reuters, o acesso ao Muse Spark 1.1 é mais barato que modelos concorrentes de ponta, como o Claude Sonnet 4.6. Esta é a comparação de custos a cada 1 milhão de tokens: Mais de tecnologia
- Muse Spark 1.1: US$ 1,25 (R$ 6,42) para entrada e US$ 4,25 (R$ 21,83) para saída.
- Claude Sonnet 4.6: US$ 3 (R$ 15,41) para entrada e US$ 15 (R$ 77,04) para saída.
O CEO da companhia, Mark Zuckerberg, voltou ao X/Twitter apenas para a novidade. Ele afirmou que o foco atual é “fornecer modelos robustos, com agentes independentes e multimodais a um custo muito baixo”.
(1) Today we're releasing Muse Spark 1.1— a strong agentic and coding model at a very low price. It's available through our new Meta Model API and in Meta AI. Leia também: Como uma tempestade solar pode derrubar internet, GPS e energia
— Mark Zuckerberg (@finkd) July 9, 2026
O novo modelo já está disponível no modo Thinking do Meta AI e deve chegar em breve aos chatbots do WhatsApp, Instagram e Facebook, além dos óculos inteligentes da Meta.
Vale mencionar que o anúncio ocorre na mesma semana em que a Meta apresentou o Muse Image. Seu primeiro modelo de geração de imagens gerou debates por utilizar publicações de usuários do Instagram como base para suas criações.
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Escrito
Gabriel Sérvio
Gabriel Sérvio é formado em Comunicação Social pelo Centro Universitário Geraldo Di Biase. Contribuiu para veículos como Canaltech, TudoCelular e Olhar Digital. Atualmente, escreve para o Tecnoblog.
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