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- A Meta foi acusada por 26 ex-funcionários de usar um software com inteligência artificial para decidir quem seria demitido durante os layoffs.
- A ferramenta teria apontado de forma desproporcional pessoas com deficiências ou que precisaram de licença médica.
- A Meta nega o mérito das acusações, afirmando que o gerenciamento de pessoal e as decisões organizacionais são feitas por pessoas, não por IA.
Em um processo movido contra a Meta, 26 ex-funcionários da empresa a acusam de usar um software com inteligência artificial para decidir quem seria demitido durante os layoffs. A ferramenta teria apontado de forma desproporcional pessoas com deficiências ou que precisaram de licença médica.
Qual é a acusação dos ex-funcionários da Meta?
Na ação, eles argumentam que a companhia tomou como base a produtividade e o uso de tokens de IA na hora de selecionar quem seria cortado. Dessa forma, quem precisou se ausentar por condições médicas ou familiares ficou em desvantagem.
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Os ex-funcionários também afirmam no processo que a Meta usa sistemas com IA para dar pontuações aos empregados. Entre eles, estão o assistente Metamate; um “segundo cérebro” que rastreia comunicações e documentos; e um score de produtividade baseado em uso de teclado, conteúdo da tela, e-mails e histórico de navegação. Leia também: 41% dos artigos do LinkedIn são gerados por IA, aponta levantamento
Meta vive clima de velório após layoff
O processo surge meses depois de a Meta promover uma demissão em massa de cerca de 8 mil funcionários, o equivalente a 10% de sua força de trabalho global. Outros 10% foram transferidos para ajudar no treinamento de novos modelos de IA rotulando dados.
Se quem saiu está reclamando, quem ficou parece não ter muitos motivos para comemorar— alguns, inclusive, estariam preferindo a demissão.
Os cortes levaram a uma queda na remuneração anual média, que passou de US$ 417 mil (R$ 2,12 milhões) para US$ 388 mil (R$ 1,97 milhão). Além disso, a companhia chegou a adotar software de monitoramento de teclado e mouse também para treinar uma IA, mas recuou e pausou o programa.
Por isso, Andrew Bosworth, diretor-geral de tecnologia da Meta, teria admitido que o moral da equipe estava no pior patamar da história. Mesmo assim, a reestruturação ainda não deu resultados técnicos, com o CEO Mark Zuckerberg insatisfeito com o progresso da empresa no campo dos agentes de IA. Mais de tecnologia
Com informações da Reuters. Leia também: Meta é acusada de usar IA para decidir demissões
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Escrito
Giovanni Santa Rosa
Repórter
Giovanni Santa Rosa é formado em jornalismo pela ECA-USP e cobre ciência e tecnologia desde 2012. Foi editor-assistente do Gizmodo Brasil e escreveu para o UOL Tilt e para o Jornal da USP. Cobriu o Snapdragon Tech Summit, em Maui (EUA), o Fórum Internacional de Software Livre, em Porto Alegre (RS), e a Campus Party, em São Paulo (SP). Atualmente, é autor no Tecnoblog.
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