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Ler matéria →Meta agora cobra alvará judicial de perfis que mostram rotina de crianças Contas com menores como protagonistas terão 20 dias para apresentar autorização judicial. Medida faz parte de acordo entre a plataforma e o Ministério Público do Trabalho.
Contas com menores como protagonistas terão 20 dias para apresentar autorização judicial. Medida faz parte de acordo entre a plataforma e o Ministério Público do Trabalho. Criadores de conteúdo no Instagram, Facebook e Threads começaram a receber notificações da Meta para apresentar um aval da Justiça caso as contas envolvam a participação frequente de crianças ou adolescentes em publicações monetizadas.
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A medida busca regularizar casos em que a imagem ou a rotina de menores é usada em conteúdos monetizados ou impulsionados nas redes sociais. A ação faz parte de um acordo firmado pela empresa com o Ministério Público do Trabalho (MPT) em 18/03. O aviso está sendo enviado diretamente aos criadores.
No texto, a Meta afirma que o alvará é necessário “sempre que um menor de 18 anos aparecer em conteúdo monetizado ou de marca”, independentemente se o menor for filho ou até mesmo a própria pessoa. Em comunicado, a coordenadora nacional de Combate ao Trabalho Infantil e de Promoção a Defesa dos Direitos de Crianças e Adolescentes do MPT, Fernanda Brito Pereira, afirma que “cada criança ou adolescente deve ter o seu próprio alvará”. O acordo atende às regras do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital), publicado após discussões sobre a adultização desse público na internet.
Serviu, também, para encerrar uma ação iniciada pelo Tribunal de Justiça do Trabalho da 2ª Região contra a empresa, em agosto de 2025, segundo o portal Núcleo. Segundo o MPT, a Meta deverá identificar proativamente perfis que possam configurar trabalho infantil artístico sem autorização judicial, considerando critérios como: Após a notificação, os responsáveis pelo perfil terão 20 dias para apresentar o alvará judicial. Mais de tecnologia
Se o documento não for enviado no prazo, a Meta deverá bloquear a conta no Brasil em até 10 dais. Além da identificação feita pela própria plataforma, o MPT e o MP/SP também poderão indicar perfis suspeitos para análise. Já a empresa pode ser multada e R$ 100 mil por criança caso não efetive o bloqueio de conta irregular. Leia também: Crise no Xbox ganha destaque após novo desdobramento em crise no xbox
O alvará deve ser solicitado pelos pais ou responsáveis legais à Vara da Infância e Juventude e, em cidades sem vara especializada, o pedido deve ser encaminhado a um juiz da Justiça estadual. Na análise, o Judiciário avalia se a atividade digital compromete direitos e obrigações da criança ou do adolescente. Entre os pontos observados estão a compatibilidade dos horários de gravação com a frequência escolar, a proibição de trabalho noturno e a garantia de que o conteúdo não prejudique o desenvolvimento físico, psicológico, moral ou social do menor.
Depois da expedição do alvará, o MPT fica responsável por acompanhar a atividade. {{ excerpt | truncatewords: 35 }} {% endif % }
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