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Mesmo após “sell-off” em utilities, JPMorgan rebaixa CPFL e mantém venda em

O desempenho ruim provocou toda uma reorganização dos prêmios de risco do setor e, com base nessa nova ordem, o JPMorgan atualizou algumas recomendações das companhias

Mesmo após “sell-off” em utilities, JPMorgan rebaixa CPFL e mantém venda em

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Sanepar (Foto: Divulgação)
Sanepar (Foto: Divulgação)

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O setor de Utilities teve uma queda de 12% nas ações nos últimos 30 dias. O desempenho ruim provocou toda uma reorganização dos prêmios de risco do setor e, com base nessa nova ordem, o JPMorgan atualizou algumas recomendações das companhias em sua cobertura.

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O banco rebaixou a CPFL Energia (CPFE3) para neutra e manteve a recomendação de venda para Sanepar (SAPR4). De acordo com os analistas, ambas as ações estão oferecendo uma relação risco-retorno pouco atrativa, especialmente após a recente queda do setor.

Para o banco, agora, empresas de alta qualidade e crescimento acelerado, estão negociando sem valuations tão exigentes. Neste contexto, os analistas sugerem cautela, de um lado ou do outro. De maneira geral, a recomendação do JP é de que os investidores evitem posições excessivamente defensivas, e, ao mesmo tempo, excessivamente arriscadas.

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Nem muito risco, nem pouco demais

Em relação à postura excessivamente defensiva, o valuation apertado da CPFL parece injustificado, de acordo com o banco; razão pela qual a recomendação foi rebaixada. Leia também: Não é verdade que com fim da escala 6×1 governo está contra empresário, diz

Na outra ponta, os analistas acreditam que a disposição dos investidores para assumir risco em teses de alta incerteza, como SAPR4, tende a ser menor enquanto empresas de alta qualidade estiverem negociando com prêmio de risco acionário de 300–400 pontos-base, em linha com o cenário-base de Sanepar.

Em um cenário mais otimista, a CPFL Energia poderia oferecer potencial de valorização de 52%. A Sanepar tem uma abertura ainda maior, com potencial de 86%, assumindo sucesso nas iniciativas de redução de custos.

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Já com um contexto mais pessimista, os analistas temem menores retornos permitidos na distribuição, implicando em um impacto negativo de 11% no valor presente líquido (NPV) da CPFL Energia e uma queda de 30% para a Sanepar. Mais de economia

Contexto das companhias

Atualmente, o JPMorgan enxerga o valuation premium da CPFL Energia como injustificado, considerando os níveis atuais de valuation do setor. Mesmo com o desempenho superior aos pares nos últimos 12 meses, os analistas apontam que os potenciais ganhos adicionais ainda não se materializaram.

Com essa lacuna, os retornos esperados da empresa têm sido inferiores aos de companhias que oferecem maior potencial de valorização, como Copel (CPLE3) e Axia Energia (AXIA3, AXIA6).

Já a Sanepar reúne altas expectativas dos investidores, em especial, relacionadas a grandes potenciais de valorização decorrentes de iniciativas de redução de custos e uma possível privatização. Leia também: Flávio diz que Bolsonaro nunca encontrou Vorcaro em meio à crise do filme

De acordo com os analistas, porém, as expectativas de privatização podem perder força em 2026 diante do aumento da percepção de risco regulatório. Já em relação às iniciativas de redução de custos, o banco vê risco negativo de 5% a 10%, para as estimativas de consenso de 2026 e 2027.

Ainda assim, no cenário otimista, com uma Sanepar mais eficiente operacionalmente, a valorização pode alcançar até 86%.

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Erick Souza

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